quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dia das Crianças e a Previdência Privada

Excelente dia das Crianças a todos, pois sempre há algo de criança no âmago de cada um. Aos pais já fizeram o depósito especial de dias das crianças para o futuro dos filhos? Estamos no fim do ano é esta na hora de fazer o deposito na previdência privada dos pequenos e de “tabela” fugir da boca do Leão do IR.
Mais detalhes é só entrar em contato.

Saúde e sucesso a todos que me leem.

Carlos Renato
crenatoalmeida@gmail.com

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

AS PENEIRAS DAS FINANÇAS

O pai da Filosofia grega, o grande Sócrates, que viveu nos anos de 469 a 399 A.C, homem de grande sabedoria e enorme simplicidade. Era um filosofo prático, pois o mesmo filosofava durante os seus passeios na Ágora e nas feiras populares da Grécia.
Em um desses passeios filosóficos, foi abordado por um mercador, que tinha algo a falar-lhe sobre um amigo em comum. Sócrates pediu um momento e questionou-o: - você passou a informação no crivo das 3 (três) peneiras? As três peneiras socráticas são a Verdade, a Bondade e a Utilidade. Continuou o sábio dizendo: - O que tens a dizer-me é verdade? Com certeza, deve ter passado a informação pela peneira da bondade, ou não? Pensaste bem, se é útil? Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, bom e nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti. O homem retirou-se em silêncio e envergonhado da presença do filósofo.
A história acima se passou há mais de dois mil anos, más é extremamente moderna e útil para os nossos dias, pois quando falamos de Educação financeira, podemos facilmente adapta-lá para o nosso cotidiano.
Consideremos o texto citado na seguinte cena do dia-a-dia. Uma família passeando pelo shopping, que podemos considerar o mercado moderno, o centro de consumo e de desequilíbrio financeiro, para muitas pessoas de nossa convivência diária.
Durante este passeio várias falsas necessidades são criadas. O Marketing e suas diversas ferramentas de vendas nos remetem as necessidades irreais, pois ao adquirirmos um bem, não necessariamente, tem que ser da etiqueta X ou Y. A etiqueta por si só, não agregam nada ao bem em si, mas com certeza acrescentaram alguns zeros ao valor do bem. Existem certas aquisições que fazemos em que o plano básico ou o simples já nos atenderiam perfeitamente, mas não, somos impelidos a adquirir um “Plus-Mega-Power”. Entretanto não sabemos utilizá-lo ou necessitamos somente do básico.
Diante disso, convido ao meu amigo leitor a utilizar as peneiras Socráticas diante desta rede desvairada de consumo, que a cada dia está mais agressiva e compulsiva. Sugiro que nas próximas aquisições, você lembre-se deste texto e se faça algumas perguntas, antes de fechar um negócio. As perguntas que você deve fazer-se são:
• Eu realmente necessito deste bem? Qual a minha real necessidade para desembolsar várias semanas ou meses de trabalho árduo, para adquirir este produto. – Peneira da Verdade.
• A aquisição deste bem trará alguma bondade, ou seja, quais os verdadeiros benefícios deste produto? Está aquisição é o melhor para as pessoas que dependem de mim ou é apenas um luxo para satisfazer o meu ego. – Peneira da Bondade.
• Este produto realmente me será útil? Ou será mais um produto para se acumular nas garagens e armários de minha casa. – Peneira da Utilidade.
Além das três peneiras Socrática, sugiro que você acrescente mais duas peneiras, que são as peneiras do Tempo e a de Prometheu. A peneira de Prometheu, nome grego que significa pensar antes, o princípio desta peneira é o de pensar bem, antes de comprar um produto, para não ser um Epimetheu, que significa pensar depois, e aí o arrependimento é certo. A última peneira é a do Tempo, pois nada melhor que o Tempo para encontrarmos uma boa promoção. As mudanças de estações, novas tecnologias ou até mesmo um crise de mercado. Estes eventos fazem com que os preços de bens, produtos e ações de empresas fiquem muito atrativos e interessantes. Nestes casos teremos orgulho de nós mesmo, e não sairemos em silêncio ou envergonhado de termos feito um mau negócio.

Saúde e sucesso a todos que me leem.

Carlos Renato
crenatoalmeida@gmail.com

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Feira Acesso: Programação

Feira Acesso: Programação: "17 de Agosto
Minicursos Local: Salas de seminário 1012/1013 – Bloco de Ligação - EEUFMG
09:00 – 11:00   Aná..."

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Conselhos de Pai

Em meados de agosto, é comemorado o dias dos pais, sempre no segundo domingo do mês. O dia dos pais, como em outros dias festivos, a exemplo o dia das mães, dia dos namorados e outros. Existe um grande apelo comercial, quando várias pessoas vão aos shoppings, lojas, livrarias e comércio em geral, para adquirirem um presente para seu pai, avô, tio ou até mesmo aquele amigo mais velho, que consideramos como um pai na vida profissional ou pessoal.

Como seria de se esperar de um artigo de finanças pessoais a dica é para não comprar, se comprar, não gaste além do razoável e não se endivide. Caso de endivide siga as dicas dos artigos anteriores, e saía do saldo devedor, o mais rápido possível. Pois os juros não são de pai para filho.

A grande verdade é que, com os pais, quem sempre ganha o melhor presente, somos nós, os filhos. Todo pai sempre tem um bom conselho financeiro para nós dar, independente de sua formação cultural, religiosa ou situação financeira. O problema é que muitos de nós, não os escutamos ou quando resolvemos aproveitar o conselho, já perdemos a oportunidade. Mas nunca é tarde, para mudarmos de postura e aprender com nossos erros.

Descrevo os conselhos e exemplo de alguns pais, sobre educação financeira. Alguns dos conselhos, não são necessariamente para os seus próprios filhos, e sim para todos, que queiram aprender, com alguém que tem uma maior vivência e experiência.

“A contabilidade é a língua dos negócios”_ Warren Buffett

Este foi o conselho dado por Buffett, o maior investidor da atualidade, para a filha de um de seus parceiros de negócios, quando inquirido sobre qual curso deveria fazer na faculdade. Para ele, se você não sabe ler o placar, não sabe como anda o jogo e não consegue distinguir a boa empresa, da ruim. Considerando o placar neste caso as demonstrações financeiras.

“O país tem que parar de achar que ajuste fiscal é feito durante um período de transição para se conquistar o direito de nova gastança. Austeridade fiscal é para o resto da vida” – Gustavo Franco

Este conselho de Gustavo Franco foi dado em entrevista à repórter Miriam Leitão em 23/05/1999. O Conselho era direcionado ao governo à época, mas é valido para todos nós, pois ao sairmos de um período difícil financeiramente, temos que continuar o controle das “gastanças” e não voltarmos a etapa anterior.

Entretanto, o melhor exemplo que trago comigo, é do Sr. Benedito, meu pai, que nos idos dos anos 60, época em que o machismo imperava. Logo nos primeiros anos de casamento, tendo esposa e 3 filhos para alimentar e trabalhando em uma empresa de cimento, que hoje virou shopping. Ele deparou-se com o fato de que não era um “expert” em finanças. Esta constatação veio à tona, com as várias compras descontroladas e pendências no comercio local. Solução e exemplo de ouro. Ele passou por cima do orgulho masculino e delegou as compras da casa para minha mãe. Esta sim, mulher de “tino” comercial apurado, e uma verdadeira calculadora ambulante.
Desta data em diante, as contas se regularizaram e até hoje, após mais de 50 anos de casado, as despesas continuam sendo gerida por D. Conceição. Em se tratando de finanças, pessoais ou corporativas a melhor estratégia para se obter sucesso e alocar a pessoa certa no local certo, aonde cada um desempenha o seu papel, da melhor forma.

Saúde e sucesso a todos que me leem.

Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Revista Incorporativa Ranking dos artigos mais lidos

Caro amigo,

Divido com você, minha primeira vitória como articulista de finanças pessoais. Segue site de revista Incorporativa com o ranking dos artigos mais lidos, o qual consto na segunda posição.


http://www.incorporativa.com.br/mais-lidas-artigosleitor.php

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Como Treinar o seu Dragão

Como Treinar o seu Dragão

Semana passada estava assistindo televisão com os meus dois filhos Icarus e Glaucus. Assistíamos a um desenho animado muito engraçado chamado Como Treinar o seu Dragão, o filme conta a tumultuada jornada de um jovem chamado Soluço em sua iniciação como um legítimo guerreiro Viking, juntamente com os outros garotos da tribo.
Nesta animação os Vinkins são os inimigos naturais dos dragões. Todo o treinamento do jovem guerreiro Vinkin é em torno de técnicas para eliminar os dragões. Entretanto Soluço, o herói do desenho, domestica e treina uns dos dragões o mais feroz e assustador e só para piorar a situação, o animal é teimoso e impossível de ser adestrado. Começa aí a aventura do mais encantador e improvável dos heróis e de seu dragão muito mal-educado.
O desenho me levou a refletir com os meninos sobre a volta do mais temido de todos os dragões, e que não tem saído das primeiras páginas dos jornais do Brasil. Estou falando do temido Dragão da Inflação, este sim põe medo em todos os brasileiros e destrói toda e qualquer economia domestica. O temido Dragão da Inflação que para muitos havia morrido, ultimamente se demonstrou muito vivo e pronto para queimar as economias dos brasileiros. Como o dragão do desenho animado o nosso dragão também é extremamente arisco, assustador e quase impossível de ser adestrado.
O grande ensinamento de nosso herói Soluço é que para se domar um dragão se faz necessário estudá-lo, interpretá-lo e analisar as suas reações diante de cada novo fato, ação, movimento, despesa ou investimento que fazemos. Para entendermos um pouco o nosso dragão teremos que falar sobre índices inflacionários.
Os índices inflacionários são instrumentos para medir a variação dos preços e o seu impacto no mercado e no custo de vida da população. Eles surgiram a partir da criação do salário mínimo na década de 50. A diferença entre eles está nos produtos que incluem, no público que é afetado pela variação dos seus preços, no período de medição dos valores e no órgão que realiza a pesquisa. Conhecê-los e acompanhar seus números é importante para quem tem contratos, como os de aluguéis e de prestação de serviços, que são reajustados de acordo com sua variação. O mais famoso e utilizado entre eles é o índice oficial de inflação, relacionado às metas estabelecidas pelo governo federal, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre os dias 1º e 30 de cada mês. O IPCA reflete o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.
Além dos índices oficiais, sugiro ao leitor que crie o seu próprio índice inflacionário, para que realmente consiga analisar os efeitos da inflação em suas economias domesticas. A criação de um índice individual fará com que o leitor controle melhor suas fianças podendo evitar os vilões do seu orçamento. Podemos criar nosso índice inflacionário simplesmente dividindo o valor de um produto no dia 01 do mês pelo valor do mesmo produto no dia 30 do mesmo mês. Veja tabela da Inflação do café da manhã.

Item 01/XX 30/XX Ind.Infla.
Kg Pão 4,00 4,25 1,0625
L.leite 1,98 2,05 1,035354
Kg café 5,65 6,55 1,159292
Índice Inflacionário 1,275294

Espero que você também consiga treinar o seu dragão. Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador

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domingo, 29 de maio de 2011

Fuja do Monstro do Saldo Devedor

Sempre ouvi falar no monstro do Saldo Devedor, mas felizmente para mim não passava de um mito urbano. Entretanto como tudo nesta vida tudo flui, transforma e nada há de fixo e imutável, quando se trata de assuntos criados por criaturas como o ser humano e não criadores como os deuses.
Foi em uma destas mudanças da vida, que tive a enorme alegria de ser pai. Entretanto a época não havia construído uma situação financeira confortável, para as responsabilidades e alegrias, que viriam com a paternidade. Dentre as responsabilidades citadas, vieram novos investimentos. Sempre quando falo de novos investimentos, alguém me questiona se não seriam despesas, por estar mais ligados a compromissos, deveres e responsabilidades. A minha resposta a este questionamento é simples. Toda despesa referente à minha família é um investimento no futuro da mesma.
Retornando ao nosso assunto principal, foi neste período da vida, que constatei a existência do monstro do Saldo Devedor. O chamo de monstro do Saldo Devedor, porque ele destrói tudo o que vê pela frente. Há registro de o Monstro ter destruído namoros, noivados, relacionamentos fraternos, casamentos e muitas auto-estimas.
A idéia aqui, neste nosso texto, e passar algumas dicas e técnicas para que você consiga sair das garras do monstro do Saldo Devedor sem grandes avarias ou danos irreparáveis que não tenha como reparar no futuro. A regra de ouro é não desesperar-se, pois o ataque do monstro pode ser passageiro ou definitivo. A diferença entre um e outro dependerá somente de suas atitudes diante do ataque do Monstro. Abaixo enumero algumas dicas, mas há muitas outras:
1. Não tenha medo ou receio de falar sobre dinheiro;
2. Reúna a família e coloque no papel todas as receitas, remunerações, dívidas, empréstimos e investimentos;
3. Dialogue com os familiares sobre as prioridades financeiras;
4. Faça um “brainstorm” ou como é mais conhecido “chuva de miolos” com todos da família. Coloquem no papel, todas as alternativas possíveis, mesmo as mais absurdas, para somente em um segundo momento, avaliar as possibilidades de realização de cada ideia.
5. De comum acordo com todos da família realize cortes no orçamento/despesas;
6. Troque dívidas caras por dívidas mais baratas, exemplo cheque especial ou dívida do cartão de crédito por empréstimo consignado;
7. Tente um empréstimo sem juros com familiares, que você ajudou no passado ou que estejam em melhor situação financeira neste momento;
8. Reflita sobre a alternativa de um segundo emprego, aulas particulares, tomar conta de crianças á noite, levar filhos dos vizinhos á escola, dar carona para algum amigo da empresa;
9. Venda alguns objetos que não tenham mais utilidades para família, tipo cadeirinha de carro para crianças, equipamento de carro que não são mais utilizados e eletrodomésticos em duplicidade na casa, entre outros;
Estes são alguns dos procedimentos fáceis de realizar, para você domar o Monstro do Saldo Devedor e tomar novamente as rédeas de sua vida financeira. Sugiro ainda, que assim que você consiga afastar o Monstro de sua vida financeira, comece a poupar mensalmente um percentual de sua renda, pois este é o melhor meio de afastar o Monstro definitivamente de sua conta bancária. A poupança mensal está para o Monstro do Saldo Devedor como o alho está para os vampiros das estórias de terror.
Saúde e Sucesso a todos que me leem.

Carlos Renato é Contador

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quarta-feira, 23 de março de 2011

De Empregado á Acionista

Carlos Renato de Almeida

Há vinte anos trabalho em uma empresa de capital aberto, as empresas de capital aberto são as que têm suas ações listadas em bolsa de valores, no caso das empresas brasileiras as ações são negociadas na Bovespa, que é a bolsa de mercado e valores de São Paulo.
Sempre tive certo temor de aplicações em bolsa de valores, pois mesmo tendo formação acadêmica em Ciências Contábeis, muitos professores conservadores, pintavam o investimento em ações como uma verdadeira roleta russa.
Para agravar um pouco mais a resistência ao mundo do investimento de renda variável (como são chamadas as ações, devido a sua característica de variação constante) trago comigo uma posição política mais a esquerda, por influência familiar , de uma irmã mais velha, que sempre foi simpatizante do PCB, fazendo parte por muitos anos da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais - APPMG, do qual organizou e participou de várias passeatas nos anos de chumbo da ditadura. Tenho muito orgulho de minha irmã de saber que ela ajudou a construir um país melhor para os meus filhos.
Somado a estes fatos, o discurso do sindicato, do qual fui afiliado durante grande parte de meu tempo de empresa sempre acusavam os acionistas ou o governo como culpado de todos o problemas profissionais. No caso específico da minha empresa, o governo é o maior acionista da empresa, ou seja, o grande culpado era um só.
Este modo de pensar e ver o mundo me acompanhou durante um longo tempo. Até que em um belo dia, recebi um e-mail sobre uma feira de investimentos denominada Expo - Money, na qual a empresa em que trabalho iria participar e o melhor os ingressos eram gratuitos. Solicitei um par de ingressos e fomos a Expo - Money, eu e minha esposa.
Assisti a várias palestras, mas uma em especial mudou minha forma de ver o mundo dos investimentos. A palestra da economista e jornalista Rita Mundim, que abordou o assunto de renda variável, mais especificamente ações como investimento de longo prazo, não sei se foi o acaso ou algo assim, mas a empresa que ela utilizou como exemplo foi justamente a empresa em que trabalho. Ela citou alguns clientes e amigos, que acumularam seu primeiro milhão graças à empresa na qual trabalho.
Aquela noite de sexta-feira para sábado foi uma noite turbulenta e transformadora, pois a palestra levou-me a refletir sobre os meus conceitos sobre investimentos. Vários questionamentos em assombraram naquela noite. Seria mesmo um bom caminho financeiro a seguir? Os meus professores estavam equivocados? Minha ideologia era uma falácia?
Ao amanhecer fui para a sala de estudos e comecei a rever alguns fatos e momentos, que alteraram meu relacionamento com o mundo das finanças, o qual vinha praticando até então, cito alguns dos pontos de reflexão:
• Os professores na década de 90 estavam acostumados com inflação galopante e falta de seriedade nas políticas econômicas;
• O Socialismo já não era mais uma alternativa, pois a União Soviética e a China já haviam se entregado a força do capitalismo.
• O sindicato sempre discursava que quem ficava com os lucros da empresa eram os acionistas. Porque não se tornar um deles?
• O discurso da empresa era sempre o de remunerar bem os acionistas, pois o capital era deles e deveriam ter o retorno do seu capital. Porque não se tornar um deles?
• No estatuto da empresa é garantido uma remuneração mínima, mesmo que haja prejuízo.
• O plano Collor confiscou todos os valores depositados na poupança acima de NCz$50mil (Cruzado novo). Logo a poupança que é o investimento mais seguro dos riscos de mercado, entretanto não confiscou as ações.
Diante de todas estas ponderações na segunda-feira procurei uma corretora de valores e adquiri todo o meu 13º salário em ações da empresa em que trabalho. Agora além de meu salário mensal, ainda recebo dividendos, juros sobre o capital próprio e a valorização de mercado das ações.
Por último, mas não menos importante, no mínimo uma vez ao ano participo da Assembleia Geral Ordinária – AGO, da qual participam também os diretores e acionistas, conforme previsto na lei 6.404/76 em seu Art. 132.” Anualmente, nos 4 (quatro) primeiros meses seguintes ao término do exercício social, deverá haver 1 (uma) assembléia-geral para: I - tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras; II - deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos; III - eleger os administradores e os membros do conselho fiscal, quando for o caso; IV - aprovar a correção da expressão monetária do capital.”
Espero que esta história possam leva-lós a refletir sobre o mercado de ações e sobre o investimento em suas próprias empresas, pois ninguém melhor do que o empregado da empresa para saber se a empresa tem futuro promissor ou não.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador

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sábado, 19 de março de 2011

A origem do Leão (Imposto de Renda)

Quando se fala de imposto de renda umas das primeiras coisas que nós veem a cabeça e a figura do Leão. Sempre me perguntei por que um Leão, se estamos no Brasil, e aqui em nossas terras Brasilis/Tupiniquim, não existe e nunca existiu tal felino.
A curiosidade me corroia há algum tempo, então fui ao grande Oráculo, também chamado de Google e após várias pesquisas sem pé, nem cabeça, me deparei com uma explicação que me pareceu possível. Segundo o documento que encontrei na década de 70, a Secretaria da Receita Federal, encomendou uma campanha publicitária para divulgar o programa de Imposto de Renda (IR). A proposta ganhadora foi a que propunha um Leão como símbolo, a idéia não foi bem aceita no primeiro momento, mas com explicações, que seguem abaixo, a idéia recebeu vários adeptos. As justificativas foram às seguintes:
1) O leão é o rei dos animais, mas não ataca sem avisar;
2) É justo e leal;
3) É manso, mas não é bobo.
Aproveitemos o assunto para conversar sobre alguns pontos de atenção no momento de fazer a declaração do imposto de renda.
• Declare todas as fontes pagadoras(renda) recebidas por empresas ou pessoas físicas. Ex:. pensão, salários, alugueis, mesmo que os valores sejam pequenos e não tenha havido retenção na fonte.
• Ao informar valores de rescisões trabalhistas atenção redobrada, pois costumam ter rendimentos tributáveis, não tributáveis e isentos. Lembre-se: o Leão costuma passar um pente-fino nessas declarações devido ao grande número de divergências nos dados.
• Caso haja dependentes (filho, netos, pais), informe seus rendimentos tributáveis ou não. Se o dependente for maior de 18 anos até o final de 2010, é obrigatório indicar o CPF do dependente, nestes casos, o programa da receita cruza as informações entre declarante, dependentes e fontes pagadoras.
• Declare todos os saldos bancários, os imóveis, veículos seus e dos dependentes(caso tenham sidos declarados).
• Nas transações imobiliárias ou de veículos, comprador e vendedor têm de declarar o valor efetivo da transação;
• Os pagamentos dedutíveis (despesas médicas, escolas, contribuições previdenciárias, pensões alimentícias,etc.), devem ter comprovantes fiscais, caso seja questionado no futuro.
• Caso o declarante pague pensão alimentícia, não poderá declarar o beneficiário como dependente. Este procedimento, caso ocorra será considerado sonegação fiscal.
• O abatimento da contribuição ao INSS, recolhido pelo empregador referente ao empregado doméstico, está condicionado à comprovação do vinculo empregatício;
• Caso você faça doações para instituições de caridade ou ONG’s, somente as doações ao Estatuto da Criança e do Adolescente e de incentivo à cultura e à atividade audiovisual são aceitas como dedução.
• Antes de fechar a declaração faça o simulado entre a declaração completa e resumida.
Teste os valores a pagar de imposto para declaração individual ou em conjunto. Verifique também a lista de “pendências” para corrigir eventuais erros.
Lembre-se se você esta recolhendo valores mais altos de IR nos últimos anos, e porque suas receitas também tem aumentado. Silvio Santos é o maior contribuinte do imposto de renda no Brasil, como foi divulgado pela mídia após o escândalo do banco Panamericano, não é por acaso.

Desejo a todos que me leem muita Saúde e Sucesso.


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Contador e Auditor Interno.