Mostrando postagens com marcador dinheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dinheiro. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Troca Solidária
Inicio de ano é sempre cheio de novidades e gratificantes experiências. Quando pensamos que já não há o que ser dito sobre finanças pessoais sempre nos deparamos com novos fatos até então não descritos por autores, estudiosos, pesquisadores e economistas que se debruçam sobre o tema.
Este janeiro, estava eu prestes a iniciar o artigo de finanças pessoais, que iria abordar as questões dos tributos (IPVA, IPTU e as diversas taxas) que desembolsamos no início do ano. Pensando também, em abordar o tema de volta as aulas com as dificuldades na compra do material escolar, matrículas em cursos de línguas e atividades extracurriculares, quando fui informado de uma nova experiência da família Miranda.
Após as festividades de final de ano e com as drásticas notícias de chuvas e enchentes advindas principalmente do Sul de Minas Gerais. A família Miranda resolver fazer uma economia solidaria e criar uma nova forma de consumo e de ajuda solidária ao próximo.
As mulheres da Família Miranda, sim, sempre elas, mulheres, solidárias e econômicas desde a origem do termo. Pois a palavra economia vem do grego oikos (casa) e némein (administrar). Desta forma podemos entender, que a origem do estudo da economia vem da administração do lar, pois os antigos gregos não tinham tempo para administrar o próprio lar, dedicavam-se a Ágora, ou seja, a política e a democracia.
A descrição do dia da troca a seguir é o depoimento da idealizadora do evento, carinhosamente chamada pela família Miranda de Lu: “ - E na quinta, lá estávamos. Minha irmã improvisou duas araras ( feitas com cadeiras e cabos de vassoura) em uma ela dispôs os objetos dela, bem arrumadinhos. Só a organização já foi divertida e deixou o ambiente descontraído. Minha irmã também preparou um lanche e ficamos beliscando enquanto aguardávamos. Uma das sobrinha(11 anos) levou revistinhas para trocar por uma bota da minha mãe, que a deixou alucinada, mas a minha mãe acabou esquecendo a bota, mas ele achou vestidos que cabiam nela, brincos, maquiagem e uma bolsa que ela já queria esconder antes da troca. Cada uma das participantes espalhou suas coisas por um espaço da sala. Logo as peças foram encontrando novas donas, algumas ainda com etiqueta.
O melhor, é que todo mundo queria ser escolhido, experimenta meu vestido, esta blusa..foi uma confusão organizada, com direito a desfiles curtos, quando algo ficava muito bom em alguém. Não tinha nada feio, o espírito era este mesmo, todas as coisas levadas foram compradas por que eram bonitas, mas por algum motivo, elas foram ficando no armário, sem uso. Trocá-las por algo que você sabe que vai usar é libertador. Uma das irmãs comentou:
-Nossa parece que acabo de sair de uma loja e comprei um monte de roupas novas!”
Fui informado por uma das integrantes da família Miranda que as peças que não encontraram novos donos, foram doadas para os desabrigados da chuvas.
Conversando com algumas das mulheres de 11 a 60 anos, que participaram do dia da troca solidária e realizando o famoso cálculo de padeiro, considerando também a quantidade de itens envolvidos, excluindo o fator depreciação, calcula-se que em média cada participante economizou R$ 500,00, o que daria uma economia total de R$ 5.000,00.
Deixo com a Lu, a nossa entrevistada, a dica do mês - “Todo mundo tem amigas próximas e pessoas com quem teriam a liberdade de trocar uma peça de roupa ou um sapato. Quem tiver disposto a se arriscar eu recomendo, feliz armário novo!”
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
http://casrenato.blogspot.com/
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Revista Incorporativa Ranking dos artigos mais lidos
Caro amigo,
Divido com você, minha primeira vitória como articulista de finanças pessoais. Segue site de revista Incorporativa com o ranking dos artigos mais lidos, o qual consto na segunda posição.
http://www.incorporativa.com.br/mais-lidas-artigosleitor.php
Divido com você, minha primeira vitória como articulista de finanças pessoais. Segue site de revista Incorporativa com o ranking dos artigos mais lidos, o qual consto na segunda posição.
http://www.incorporativa.com.br/mais-lidas-artigosleitor.php
quarta-feira, 23 de março de 2011
De Empregado á Acionista
Carlos Renato de Almeida
Há vinte anos trabalho em uma empresa de capital aberto, as empresas de capital aberto são as que têm suas ações listadas em bolsa de valores, no caso das empresas brasileiras as ações são negociadas na Bovespa, que é a bolsa de mercado e valores de São Paulo.
Sempre tive certo temor de aplicações em bolsa de valores, pois mesmo tendo formação acadêmica em Ciências Contábeis, muitos professores conservadores, pintavam o investimento em ações como uma verdadeira roleta russa.
Para agravar um pouco mais a resistência ao mundo do investimento de renda variável (como são chamadas as ações, devido a sua característica de variação constante) trago comigo uma posição política mais a esquerda, por influência familiar , de uma irmã mais velha, que sempre foi simpatizante do PCB, fazendo parte por muitos anos da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais - APPMG, do qual organizou e participou de várias passeatas nos anos de chumbo da ditadura. Tenho muito orgulho de minha irmã de saber que ela ajudou a construir um país melhor para os meus filhos.
Somado a estes fatos, o discurso do sindicato, do qual fui afiliado durante grande parte de meu tempo de empresa sempre acusavam os acionistas ou o governo como culpado de todos o problemas profissionais. No caso específico da minha empresa, o governo é o maior acionista da empresa, ou seja, o grande culpado era um só.
Este modo de pensar e ver o mundo me acompanhou durante um longo tempo. Até que em um belo dia, recebi um e-mail sobre uma feira de investimentos denominada Expo - Money, na qual a empresa em que trabalho iria participar e o melhor os ingressos eram gratuitos. Solicitei um par de ingressos e fomos a Expo - Money, eu e minha esposa.
Assisti a várias palestras, mas uma em especial mudou minha forma de ver o mundo dos investimentos. A palestra da economista e jornalista Rita Mundim, que abordou o assunto de renda variável, mais especificamente ações como investimento de longo prazo, não sei se foi o acaso ou algo assim, mas a empresa que ela utilizou como exemplo foi justamente a empresa em que trabalho. Ela citou alguns clientes e amigos, que acumularam seu primeiro milhão graças à empresa na qual trabalho.
Aquela noite de sexta-feira para sábado foi uma noite turbulenta e transformadora, pois a palestra levou-me a refletir sobre os meus conceitos sobre investimentos. Vários questionamentos em assombraram naquela noite. Seria mesmo um bom caminho financeiro a seguir? Os meus professores estavam equivocados? Minha ideologia era uma falácia?
Ao amanhecer fui para a sala de estudos e comecei a rever alguns fatos e momentos, que alteraram meu relacionamento com o mundo das finanças, o qual vinha praticando até então, cito alguns dos pontos de reflexão:
• Os professores na década de 90 estavam acostumados com inflação galopante e falta de seriedade nas políticas econômicas;
• O Socialismo já não era mais uma alternativa, pois a União Soviética e a China já haviam se entregado a força do capitalismo.
• O sindicato sempre discursava que quem ficava com os lucros da empresa eram os acionistas. Porque não se tornar um deles?
• O discurso da empresa era sempre o de remunerar bem os acionistas, pois o capital era deles e deveriam ter o retorno do seu capital. Porque não se tornar um deles?
• No estatuto da empresa é garantido uma remuneração mínima, mesmo que haja prejuízo.
• O plano Collor confiscou todos os valores depositados na poupança acima de NCz$50mil (Cruzado novo). Logo a poupança que é o investimento mais seguro dos riscos de mercado, entretanto não confiscou as ações.
Diante de todas estas ponderações na segunda-feira procurei uma corretora de valores e adquiri todo o meu 13º salário em ações da empresa em que trabalho. Agora além de meu salário mensal, ainda recebo dividendos, juros sobre o capital próprio e a valorização de mercado das ações.
Por último, mas não menos importante, no mínimo uma vez ao ano participo da Assembleia Geral Ordinária – AGO, da qual participam também os diretores e acionistas, conforme previsto na lei 6.404/76 em seu Art. 132.” Anualmente, nos 4 (quatro) primeiros meses seguintes ao término do exercício social, deverá haver 1 (uma) assembléia-geral para: I - tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras; II - deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos; III - eleger os administradores e os membros do conselho fiscal, quando for o caso; IV - aprovar a correção da expressão monetária do capital.”
Espero que esta história possam leva-lós a refletir sobre o mercado de ações e sobre o investimento em suas próprias empresas, pois ninguém melhor do que o empregado da empresa para saber se a empresa tem futuro promissor ou não.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
http://twitter.com/Casrenato
http://8666.blogspot.com
Há vinte anos trabalho em uma empresa de capital aberto, as empresas de capital aberto são as que têm suas ações listadas em bolsa de valores, no caso das empresas brasileiras as ações são negociadas na Bovespa, que é a bolsa de mercado e valores de São Paulo.
Sempre tive certo temor de aplicações em bolsa de valores, pois mesmo tendo formação acadêmica em Ciências Contábeis, muitos professores conservadores, pintavam o investimento em ações como uma verdadeira roleta russa.
Para agravar um pouco mais a resistência ao mundo do investimento de renda variável (como são chamadas as ações, devido a sua característica de variação constante) trago comigo uma posição política mais a esquerda, por influência familiar , de uma irmã mais velha, que sempre foi simpatizante do PCB, fazendo parte por muitos anos da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais - APPMG, do qual organizou e participou de várias passeatas nos anos de chumbo da ditadura. Tenho muito orgulho de minha irmã de saber que ela ajudou a construir um país melhor para os meus filhos.
Somado a estes fatos, o discurso do sindicato, do qual fui afiliado durante grande parte de meu tempo de empresa sempre acusavam os acionistas ou o governo como culpado de todos o problemas profissionais. No caso específico da minha empresa, o governo é o maior acionista da empresa, ou seja, o grande culpado era um só.
Este modo de pensar e ver o mundo me acompanhou durante um longo tempo. Até que em um belo dia, recebi um e-mail sobre uma feira de investimentos denominada Expo - Money, na qual a empresa em que trabalho iria participar e o melhor os ingressos eram gratuitos. Solicitei um par de ingressos e fomos a Expo - Money, eu e minha esposa.
Assisti a várias palestras, mas uma em especial mudou minha forma de ver o mundo dos investimentos. A palestra da economista e jornalista Rita Mundim, que abordou o assunto de renda variável, mais especificamente ações como investimento de longo prazo, não sei se foi o acaso ou algo assim, mas a empresa que ela utilizou como exemplo foi justamente a empresa em que trabalho. Ela citou alguns clientes e amigos, que acumularam seu primeiro milhão graças à empresa na qual trabalho.
Aquela noite de sexta-feira para sábado foi uma noite turbulenta e transformadora, pois a palestra levou-me a refletir sobre os meus conceitos sobre investimentos. Vários questionamentos em assombraram naquela noite. Seria mesmo um bom caminho financeiro a seguir? Os meus professores estavam equivocados? Minha ideologia era uma falácia?
Ao amanhecer fui para a sala de estudos e comecei a rever alguns fatos e momentos, que alteraram meu relacionamento com o mundo das finanças, o qual vinha praticando até então, cito alguns dos pontos de reflexão:
• Os professores na década de 90 estavam acostumados com inflação galopante e falta de seriedade nas políticas econômicas;
• O Socialismo já não era mais uma alternativa, pois a União Soviética e a China já haviam se entregado a força do capitalismo.
• O sindicato sempre discursava que quem ficava com os lucros da empresa eram os acionistas. Porque não se tornar um deles?
• O discurso da empresa era sempre o de remunerar bem os acionistas, pois o capital era deles e deveriam ter o retorno do seu capital. Porque não se tornar um deles?
• No estatuto da empresa é garantido uma remuneração mínima, mesmo que haja prejuízo.
• O plano Collor confiscou todos os valores depositados na poupança acima de NCz$50mil (Cruzado novo). Logo a poupança que é o investimento mais seguro dos riscos de mercado, entretanto não confiscou as ações.
Diante de todas estas ponderações na segunda-feira procurei uma corretora de valores e adquiri todo o meu 13º salário em ações da empresa em que trabalho. Agora além de meu salário mensal, ainda recebo dividendos, juros sobre o capital próprio e a valorização de mercado das ações.
Por último, mas não menos importante, no mínimo uma vez ao ano participo da Assembleia Geral Ordinária – AGO, da qual participam também os diretores e acionistas, conforme previsto na lei 6.404/76 em seu Art. 132.” Anualmente, nos 4 (quatro) primeiros meses seguintes ao término do exercício social, deverá haver 1 (uma) assembléia-geral para: I - tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras; II - deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos; III - eleger os administradores e os membros do conselho fiscal, quando for o caso; IV - aprovar a correção da expressão monetária do capital.”
Espero que esta história possam leva-lós a refletir sobre o mercado de ações e sobre o investimento em suas próprias empresas, pois ninguém melhor do que o empregado da empresa para saber se a empresa tem futuro promissor ou não.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
http://twitter.com/Casrenato
http://8666.blogspot.com
Assinar:
Postagens (Atom)