Outro dia navegando pela internet, deparei-me com um texto do Carlos Renato de Almeida, esse rapaz é casado com uma sobrinha muito querida, a Denilde. Enfim, vocês devem estar pensando, e daí? O fato é que o texto dele relatava a história da própria mãe, narrando como ela geria os parcos recursos que a família conseguia, para passar o mês. Então, eu resolvi devolver a ele um texto, com a saga econômica da minha família, uma vez que nós nunca conversamos a esse respeito. Então vejamos:
A senhora minha mãe teve vinte e dois filhos, com o mesmo marido, antes que surjam dúvidas. Criou dezessete, quatro morreram ainda crianças e um morreu com 15 anos; afogado, esse ela nunca enterrou, pois seu corpo não fora encontrado.
Mamãe era costureira e papai pintor de paredes. As coisas lá em casa eram bastantes escassas, olha, que eu peguei uma fase melhorzinha, pois estou entra as caçulas, mas mesmo assim fui testemunha de muita economia.
Para se ter uma idéia, em nossa casa aproveitava-se de tudo. Roupas e sapatos, ganhávamos. Ao lavar roupas, não tínhamos máquina de lavar, a água oriunda da sobra da lavagem ,era utilizada para dar banho nos cães e também lavar banheiro e terreiro.
Chuveiro elétrico, não tínhamos, usávamos caldeira que era aquecida pelo fogão à lenha, em épocas de muito aperto, papai não conseguia serviço, e até o dinheiro para a lenha, faltava, ai cozinhávamos com a serragem, a turminha de hoje não deve nem saber o que é isso.
Alguns artigos eram considerados de luxo na nossa casa, entre eles sabão em pó, amaciante, absorvente, xampu e vários outros. As frutas que comíamos com frequência eram bananas e laranjas, ás vezes melancia, se estivesse “mais em conta”.
Papai tinha um sonho; queria ter uma motocicleta, mas toda vez que ele tocava no assunto a D. Lourdes, minha mãe, dizia para ele:
- Agenor esse dinheiro que conseguimos juntar é para construir mais um barracão, para alugar.
Assim eles iam aumentando nosso patrimônio, quando assustávamos, chegava um caminhão de cascalho, areia e cimento, o que significava o início de mais um empreendimento da D. Lourdes.
A pobre mamãe nunca usou uma jóia, a motocicleta do papai nunca foi comprada, porém com todo aperto que passamos, nunca passamos fome.
Da turma dos dezessete somente três fizeram curso superior, todavia todos moram em casa própria, possuem carros e levam uma vida considerada boa para os padrões atuais.
Mamãe e papai ensinaram-nos que não era saudável pagar aluguel, então a senhora D. Lourdes comprou para a família dois lotes de esquina e ajudou do seu modo, a cada um conseguir o seu cantinho, o fato é que a maior parte dessa grande família mora próxima.
A sina de pessoa controladora, e arrisco dizer, de educadora financeira da nossa família, assim como na casa do Carlos Renato, foi da nossa mãe.
Hoje não temos mais a presença dela. Resta-me relatar que nem mesmo em seu enterro tivemos que desembolsar qualquer vintém, a precavida D. Lourdes deixou absolutamente tudo pago.
Autora: Maria Cristina Peixoto
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Conselhos de Pai
Em meados de agosto, é comemorado o dias dos pais, sempre no segundo domingo do mês. O dia dos pais, como em outros dias festivos, a exemplo o dia das mães, dia dos namorados e outros. Existe um grande apelo comercial, quando várias pessoas vão aos shoppings, lojas, livrarias e comércio em geral, para adquirirem um presente para seu pai, avô, tio ou até mesmo aquele amigo mais velho, que consideramos como um pai na vida profissional ou pessoal.
Como seria de se esperar de um artigo de finanças pessoais a dica é para não comprar, se comprar, não gaste além do razoável e não se endivide. Caso de endivide siga as dicas dos artigos anteriores, e saía do saldo devedor, o mais rápido possível. Pois os juros não são de pai para filho.
A grande verdade é que, com os pais, quem sempre ganha o melhor presente, somos nós, os filhos. Todo pai sempre tem um bom conselho financeiro para nós dar, independente de sua formação cultural, religiosa ou situação financeira. O problema é que muitos de nós, não os escutamos ou quando resolvemos aproveitar o conselho, já perdemos a oportunidade. Mas nunca é tarde, para mudarmos de postura e aprender com nossos erros.
Descrevo os conselhos e exemplo de alguns pais, sobre educação financeira. Alguns dos conselhos, não são necessariamente para os seus próprios filhos, e sim para todos, que queiram aprender, com alguém que tem uma maior vivência e experiência.
“A contabilidade é a língua dos negócios”_ Warren Buffett
Este foi o conselho dado por Buffett, o maior investidor da atualidade, para a filha de um de seus parceiros de negócios, quando inquirido sobre qual curso deveria fazer na faculdade. Para ele, se você não sabe ler o placar, não sabe como anda o jogo e não consegue distinguir a boa empresa, da ruim. Considerando o placar neste caso as demonstrações financeiras.
“O país tem que parar de achar que ajuste fiscal é feito durante um período de transição para se conquistar o direito de nova gastança. Austeridade fiscal é para o resto da vida” – Gustavo Franco
Este conselho de Gustavo Franco foi dado em entrevista à repórter Miriam Leitão em 23/05/1999. O Conselho era direcionado ao governo à época, mas é valido para todos nós, pois ao sairmos de um período difícil financeiramente, temos que continuar o controle das “gastanças” e não voltarmos a etapa anterior.
Entretanto, o melhor exemplo que trago comigo, é do Sr. Benedito, meu pai, que nos idos dos anos 60, época em que o machismo imperava. Logo nos primeiros anos de casamento, tendo esposa e 3 filhos para alimentar e trabalhando em uma empresa de cimento, que hoje virou shopping. Ele deparou-se com o fato de que não era um “expert” em finanças. Esta constatação veio à tona, com as várias compras descontroladas e pendências no comercio local. Solução e exemplo de ouro. Ele passou por cima do orgulho masculino e delegou as compras da casa para minha mãe. Esta sim, mulher de “tino” comercial apurado, e uma verdadeira calculadora ambulante.
Desta data em diante, as contas se regularizaram e até hoje, após mais de 50 anos de casado, as despesas continuam sendo gerida por D. Conceição. Em se tratando de finanças, pessoais ou corporativas a melhor estratégia para se obter sucesso e alocar a pessoa certa no local certo, aonde cada um desempenha o seu papel, da melhor forma.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
Como seria de se esperar de um artigo de finanças pessoais a dica é para não comprar, se comprar, não gaste além do razoável e não se endivide. Caso de endivide siga as dicas dos artigos anteriores, e saía do saldo devedor, o mais rápido possível. Pois os juros não são de pai para filho.
A grande verdade é que, com os pais, quem sempre ganha o melhor presente, somos nós, os filhos. Todo pai sempre tem um bom conselho financeiro para nós dar, independente de sua formação cultural, religiosa ou situação financeira. O problema é que muitos de nós, não os escutamos ou quando resolvemos aproveitar o conselho, já perdemos a oportunidade. Mas nunca é tarde, para mudarmos de postura e aprender com nossos erros.
Descrevo os conselhos e exemplo de alguns pais, sobre educação financeira. Alguns dos conselhos, não são necessariamente para os seus próprios filhos, e sim para todos, que queiram aprender, com alguém que tem uma maior vivência e experiência.
“A contabilidade é a língua dos negócios”_ Warren Buffett
Este foi o conselho dado por Buffett, o maior investidor da atualidade, para a filha de um de seus parceiros de negócios, quando inquirido sobre qual curso deveria fazer na faculdade. Para ele, se você não sabe ler o placar, não sabe como anda o jogo e não consegue distinguir a boa empresa, da ruim. Considerando o placar neste caso as demonstrações financeiras.
“O país tem que parar de achar que ajuste fiscal é feito durante um período de transição para se conquistar o direito de nova gastança. Austeridade fiscal é para o resto da vida” – Gustavo Franco
Este conselho de Gustavo Franco foi dado em entrevista à repórter Miriam Leitão em 23/05/1999. O Conselho era direcionado ao governo à época, mas é valido para todos nós, pois ao sairmos de um período difícil financeiramente, temos que continuar o controle das “gastanças” e não voltarmos a etapa anterior.
Entretanto, o melhor exemplo que trago comigo, é do Sr. Benedito, meu pai, que nos idos dos anos 60, época em que o machismo imperava. Logo nos primeiros anos de casamento, tendo esposa e 3 filhos para alimentar e trabalhando em uma empresa de cimento, que hoje virou shopping. Ele deparou-se com o fato de que não era um “expert” em finanças. Esta constatação veio à tona, com as várias compras descontroladas e pendências no comercio local. Solução e exemplo de ouro. Ele passou por cima do orgulho masculino e delegou as compras da casa para minha mãe. Esta sim, mulher de “tino” comercial apurado, e uma verdadeira calculadora ambulante.
Desta data em diante, as contas se regularizaram e até hoje, após mais de 50 anos de casado, as despesas continuam sendo gerida por D. Conceição. Em se tratando de finanças, pessoais ou corporativas a melhor estratégia para se obter sucesso e alocar a pessoa certa no local certo, aonde cada um desempenha o seu papel, da melhor forma.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
domingo, 25 de abril de 2010
HOMENAGEM AOS CONTABILISTAS
HOMENAGEM AOS CONTABILISTAS
O Dia do Contabilista foi instituído sob a inspiração do Senador João Lyra, em 25 de abril de 1926, ocasião em que proferiu discurso que enalteceu a Classe Contábil Brasileira.
O seu dia é especial, porque você é especial!
Pois você contribui de várias maneiras à vida econômica e social do país:
- pelo seu admirável empenho em várias frentes de trabalho;
- pela sua participação imprescindível na obtenção de recursos para os Conselhos Tutelares da Criança e ao Adolescente, mediante dedução do IR;
- pela sua força moral, ao apoiar movimentos contra o aumento de tributos, como a MP 232 e a extinção da CPMF;
- pela sua capacidade e inteligência, facilitando o caminho das organizações;
- pela sua busca contínua de informações vitais ao equilíbrio das empresas e instituições;
- pelo seu trabalho na composição de dados para fundamentar as grandes decisões dos dirigentes;
- pelo seu papel insubstituível na nova fase de transparência das administrações públicas, como pede a Lei de Responsabilidade Fiscal;
- pela sua integridade moral e disposição de lutar contra a fraude e a corrupção;
- pelo seu amor ao Brasil;
- pela sua capacidade de renovação e adaptação aos novos tempos, assimilando conceitos e técnicas, entendendo a importância da educação e atualização permanentes;
- pela sua coragem de mudar e vontade de continuar crescendo!
Parabéns pela sua participação na construção de um mundo melhor!
Fonte: Portal de Contabilidade
Cordialmente,
Carlos Renato
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