quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Troca Solidária
Inicio de ano é sempre cheio de novidades e gratificantes experiências. Quando pensamos que já não há o que ser dito sobre finanças pessoais sempre nos deparamos com novos fatos até então não descritos por autores, estudiosos, pesquisadores e economistas que se debruçam sobre o tema.
Este janeiro, estava eu prestes a iniciar o artigo de finanças pessoais, que iria abordar as questões dos tributos (IPVA, IPTU e as diversas taxas) que desembolsamos no início do ano. Pensando também, em abordar o tema de volta as aulas com as dificuldades na compra do material escolar, matrículas em cursos de línguas e atividades extracurriculares, quando fui informado de uma nova experiência da família Miranda.
Após as festividades de final de ano e com as drásticas notícias de chuvas e enchentes advindas principalmente do Sul de Minas Gerais. A família Miranda resolver fazer uma economia solidaria e criar uma nova forma de consumo e de ajuda solidária ao próximo.
As mulheres da Família Miranda, sim, sempre elas, mulheres, solidárias e econômicas desde a origem do termo. Pois a palavra economia vem do grego oikos (casa) e némein (administrar). Desta forma podemos entender, que a origem do estudo da economia vem da administração do lar, pois os antigos gregos não tinham tempo para administrar o próprio lar, dedicavam-se a Ágora, ou seja, a política e a democracia.
A descrição do dia da troca a seguir é o depoimento da idealizadora do evento, carinhosamente chamada pela família Miranda de Lu: “ - E na quinta, lá estávamos. Minha irmã improvisou duas araras ( feitas com cadeiras e cabos de vassoura) em uma ela dispôs os objetos dela, bem arrumadinhos. Só a organização já foi divertida e deixou o ambiente descontraído. Minha irmã também preparou um lanche e ficamos beliscando enquanto aguardávamos. Uma das sobrinha(11 anos) levou revistinhas para trocar por uma bota da minha mãe, que a deixou alucinada, mas a minha mãe acabou esquecendo a bota, mas ele achou vestidos que cabiam nela, brincos, maquiagem e uma bolsa que ela já queria esconder antes da troca. Cada uma das participantes espalhou suas coisas por um espaço da sala. Logo as peças foram encontrando novas donas, algumas ainda com etiqueta.
O melhor, é que todo mundo queria ser escolhido, experimenta meu vestido, esta blusa..foi uma confusão organizada, com direito a desfiles curtos, quando algo ficava muito bom em alguém. Não tinha nada feio, o espírito era este mesmo, todas as coisas levadas foram compradas por que eram bonitas, mas por algum motivo, elas foram ficando no armário, sem uso. Trocá-las por algo que você sabe que vai usar é libertador. Uma das irmãs comentou:
-Nossa parece que acabo de sair de uma loja e comprei um monte de roupas novas!”
Fui informado por uma das integrantes da família Miranda que as peças que não encontraram novos donos, foram doadas para os desabrigados da chuvas.
Conversando com algumas das mulheres de 11 a 60 anos, que participaram do dia da troca solidária e realizando o famoso cálculo de padeiro, considerando também a quantidade de itens envolvidos, excluindo o fator depreciação, calcula-se que em média cada participante economizou R$ 500,00, o que daria uma economia total de R$ 5.000,00.
Deixo com a Lu, a nossa entrevistada, a dica do mês - “Todo mundo tem amigas próximas e pessoas com quem teriam a liberdade de trocar uma peça de roupa ou um sapato. Quem tiver disposto a se arriscar eu recomendo, feliz armário novo!”
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
http://casrenato.blogspot.com/
sábado, 17 de dezembro de 2011
Retrospectiva Financeira 2011
Há 01 (um) ano, fui agraciado com a publicação de meu primeiro artigo no Jornal do Castelo, intitulado “Os perigos Natalinos”. Desta publicação em diante, abri uma nova perspectiva de como ajudar as pessoas, que estão á minha volta, as que não conheço e principalmente as que não tiveram a oportunidades de ter a mesma educação financeira, que recebi quando criança e que foi aprimorada com o a graduação em Ciências Contábeis e duas pós-graduações na áreas de controladoria, finanças e auditoria contábil e também ao longo de minhas quatro décadas de vida. Diante disto, resolvi neste artigo fazer um compêndio dos textos publicados, neste jornal, durante o ano de 2011, ou seja, um breve relato com suas ideias principais. Espero que ajude o leitor a relembrar alguns conceitos, para começar com o pé direito o ano 2012. Vamos relembrar? Então vejamos:
• Os Perigos Natalinos - Dez/2010;
O texto aborda a grande idéia comercial, que foi transformar uma festividade Cristã em capital, dinheiro, crédito e assim, começou a divulgação da necessidade de grandes festas com consumo muito além dos padrões do dia-a-dia, e as trocas de presentes. As dicas financeiras sugerem o como utilizar o 13º salário, quitar as dívidas antes de contrair novas dividas, fazer poupança para as despesas do início do ano.
• Janeiro Mês dos I’s - Jan/2011;
Abordamos no mês de janeiro o assunto tributos, sendo os principais IPVA e suas taxas, IPTU e ITR. Falamos sobre seus percentuais e seus objetivos.
• A origem do Leão do Imposto de Renda – Mar/2011;
Novamente falamos sobre tributos, pois como é sabido, trabalhamos grande parte do ano, somente para pagar impostos, contribuições, taxas e etc. Abordamos também várias dicas de como amenizar a mordida do leão, pois o Leão é manso, mas não é bobo.
• De empregado à Acionista – Abr/2011;
Descrevi neste texto a experiência de um empregado, de uma grande empresa, que após vários anos de trabalho, resolveu adquirir ações da empresa em que trabalhava e hoje se senta a mesa de reunião com o presidente e os diretores da empresa. Graças a uma mudança radical no modo de ver o mundo corporativo.
• Fuja do Monstro do Saldo Devedor – Mai/2011;
A idéia principal, neste nosso texto, foi passar algumas dicas e técnicas para que você consiga sair das garras do monstro do Saldo Devedor sem grandes avarias ou danos irreparáveis. A regra de ouro é não desesperar-se, pois o ataque do monstro pode ser passageiro ou definitivo. A diferença entre o primeiro e o segundo dependerá somente de suas atitudes diante do ataque do Monstro.
• Como Treinar Seu Dragão – Jun/2011;
Neste artigo falamos do temido Dragão da Inflação e sobre como criar o seu próprio índice inflacionário.
• Rumo ao Tesouro – Jul/2011;
Inspirados no filme Navegando em Águas Misteriosas, do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp), abordamos as aplicações financeiras no TESOURO DIRETO, suas vantagens e desvantagens.
• Conselhos de Pai – Ago/2011;
Diante da temática de dias dos pais, conversamos sobre a importância de aprendermos com nossos pais, que viveram em épocas diferentes a nossas em que a vida não era tão consumista como nos dias de hoje.
• As Peneiras das Finanças – Set/2011;
Abordamos as finanças com olhar filosófico de Sócrates e de suas parábolas das três peneiras, que transformamos em cinco peneiras, a saber: a Peneira da Verdade, da Bondade, da Utilidade, do Tempo e a de Prometheu.
• A Lenda do Pula Essa – Out/2011;
Lenda criada a partir de fato real, presenciado por mim. O texto aborda a necessidade e a importância de se ler todas as cláusulas do contrato e seus possíveis reflexos.
• A Espera de 2012 – Nov/2011;
Neste texto temos as últimas dicas de finanças do ano de 2011 e também as primeiras dicas do ano de 2012.
A integra de todos os textos estão disponíveis no Blog.Agradeço a todos os amigos leitores.
Desejo a todos que me leem Saúde, Sucesso, um próspero Natal e um excelente 2012.
Carlos Renato
crenatoalmeida@gmail.com
• Os Perigos Natalinos - Dez/2010;
O texto aborda a grande idéia comercial, que foi transformar uma festividade Cristã em capital, dinheiro, crédito e assim, começou a divulgação da necessidade de grandes festas com consumo muito além dos padrões do dia-a-dia, e as trocas de presentes. As dicas financeiras sugerem o como utilizar o 13º salário, quitar as dívidas antes de contrair novas dividas, fazer poupança para as despesas do início do ano.
• Janeiro Mês dos I’s - Jan/2011;
Abordamos no mês de janeiro o assunto tributos, sendo os principais IPVA e suas taxas, IPTU e ITR. Falamos sobre seus percentuais e seus objetivos.
• A origem do Leão do Imposto de Renda – Mar/2011;
Novamente falamos sobre tributos, pois como é sabido, trabalhamos grande parte do ano, somente para pagar impostos, contribuições, taxas e etc. Abordamos também várias dicas de como amenizar a mordida do leão, pois o Leão é manso, mas não é bobo.
• De empregado à Acionista – Abr/2011;
Descrevi neste texto a experiência de um empregado, de uma grande empresa, que após vários anos de trabalho, resolveu adquirir ações da empresa em que trabalhava e hoje se senta a mesa de reunião com o presidente e os diretores da empresa. Graças a uma mudança radical no modo de ver o mundo corporativo.
• Fuja do Monstro do Saldo Devedor – Mai/2011;
A idéia principal, neste nosso texto, foi passar algumas dicas e técnicas para que você consiga sair das garras do monstro do Saldo Devedor sem grandes avarias ou danos irreparáveis. A regra de ouro é não desesperar-se, pois o ataque do monstro pode ser passageiro ou definitivo. A diferença entre o primeiro e o segundo dependerá somente de suas atitudes diante do ataque do Monstro.
• Como Treinar Seu Dragão – Jun/2011;
Neste artigo falamos do temido Dragão da Inflação e sobre como criar o seu próprio índice inflacionário.
• Rumo ao Tesouro – Jul/2011;
Inspirados no filme Navegando em Águas Misteriosas, do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp), abordamos as aplicações financeiras no TESOURO DIRETO, suas vantagens e desvantagens.
• Conselhos de Pai – Ago/2011;
Diante da temática de dias dos pais, conversamos sobre a importância de aprendermos com nossos pais, que viveram em épocas diferentes a nossas em que a vida não era tão consumista como nos dias de hoje.
• As Peneiras das Finanças – Set/2011;
Abordamos as finanças com olhar filosófico de Sócrates e de suas parábolas das três peneiras, que transformamos em cinco peneiras, a saber: a Peneira da Verdade, da Bondade, da Utilidade, do Tempo e a de Prometheu.
• A Lenda do Pula Essa – Out/2011;
Lenda criada a partir de fato real, presenciado por mim. O texto aborda a necessidade e a importância de se ler todas as cláusulas do contrato e seus possíveis reflexos.
• A Espera de 2012 – Nov/2011;
Neste texto temos as últimas dicas de finanças do ano de 2011 e também as primeiras dicas do ano de 2012.
A integra de todos os textos estão disponíveis no Blog.Agradeço a todos os amigos leitores.
Desejo a todos que me leem Saúde, Sucesso, um próspero Natal e um excelente 2012.
Carlos Renato
crenatoalmeida@gmail.com
domingo, 4 de dezembro de 2011
A Espera de 2012
Caro amigo, mais um ano chega ao seu fim e para que tenhamos um novo ano, repleto de vida e novas esperanças, deixo para os amigos leitores as últimas dicas de finanças do ano de 2011 e também as primeiras dicas do ano de 2012.
Caro leitor arrume as gavetas, armários e cômodos. Jogue fora o que não tem utilidade, doe as coisas que não lhe são mais úteis e não deixe as pendências de 2011 invadirem 2012. Comece sua limpeza espiritual, emocional e econômica. Tome para si, as seguintes atitudes para um feliz 2012:
Quite as dívidas referentes aos cartões de crédito, pois eles têm os juros elevados. Sempre pague o valor total da fatura. Os juros dos cartões e o IOF se aproximam da casa dos 197% ao ano, ou seja, o dobro do valor histórico.
Livre-se do cheque especial, faça o possível e o impossível para não entrar no cheque especial, os juros do cheque especial variam de 6,75% a 13% ao mês.
Troque as dívidas caras por outra de menor custo. Grandes empresas usam esta estratégia para diminuir sue índice de endividamento. Tome um empréstimo consignado no banco onde os juros estão na casa dos 3%, devido ao menor risco de inadimplência e pague os cartões de crédito ou quite o cheque especial, mas logo em seguida cancele os cartões e o cheque especial para não cair novamente em tentações.
Dívidas em lojas comercias, inferiores a 5 anos, procure o CDL para intermediar junto a loja credora uma negociação amigável; http://www.cdlbh.com.br
Tente um empréstimo familiar, mas lembre-se que este deve ser o seu compromisso número um de quitação. Afinal este familiar e um batalhador como você.
Para o amigo leitor, que seguiu os artigos durante o ano de 2011, e já está com as contas equilibradas, seguem algumas dicas de como utilizar o 13º salário, a comissão de vendas ou a caixinha de Natal:
Lembre-se que o governo é o seu maior sócio, e logo no início do ano, ele virá apropriar-se de parte de sua receita e o pior antecipadamente. Então guarde parte de seu suado “din-din” para este sócio esbanjador. Gosto sempre de ter em mente para que servem os tributos e para onde deveriam ser aplicados, por exemplo: O Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU). O IPTU é tipicamente fiscal, ou seja sua finalidade principal é a obtenção de recursos financeiros para os municípios. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo devido anualmente pelos proprietários de automóveis. O valor a pagar é calculado com base no valor venal do veículo, que pode variar de 1% a 4 %. O valor arrecadado deverá ser aplicado na prestação de serviços públicos como saúde, educação e segurança. Junto ao IPVA e cobrado também a Taxa de Licenciamento, com vencimento em 31/03/2012 e ainda temos o Seguro DPVAT(Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), que cobre vidas no trânsito, como o próprio nome diz. A lei determina que o Dpvat deve ser pago todos os anos, juntamente com a cota única ou primeira parcela do IPVA.
Ainda temos o material escolar para os pais, mas este eu considero como o melhor investimento que se pode fazer, tanto a curto como a longo prazo.
Prepare-se para correr do Leão do Imposto de Renda, pois como já dissemos em artigos anteriores, “o leão é manso, mas não é bobo”, Temos que nos preparar no final de 2011, para em abril de 2012 diminuirmos a bocada do leão, vão alguns pontos de oportunidades;
Caso você faça doações para instituições de caridade ou ONG’s, somente as doações ao Estatuto da Criança e do Adolescente e de incentivo à cultura e à atividade audiovisual são aceitas como dedução. Limitados a 6% do valor de imposto devido.
Faça um plano de previdência privada ou faça um depósito maior no final do ano, pois 12% de sua receita poderá ser aplicada neste investimento, sem que o governo pegue sua fatia no momento da aplicação.
Aos fiéis pagadores de pensão, faça um pagamento extra de pensão via juiz, pois antes pagar para um ente querido, do que deixar o para o leão.
Aos amigos investidores iniciantes temos boas novas para 2012, é que para comemorar os 10 anos do programa Tesouro Direto de vendas de títulos públicos pela internet, o governo e a BM&FBovespa vão lançar medidas de estímulo ao aumento do número de investidores e do volume de aplicações. A principal novidade é a redução do preço mínimo para a compra de um título, que cairá de R$ 100,00 para R$ 30,00.
Espero que no ano de 2012 tenhamos domado o monstro do saldo devedor e o dragão da inflação e que possamos navegar em águas tranquilas e límpidas.
Saúde, sucesso e prospero ano novo, a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
Caro leitor arrume as gavetas, armários e cômodos. Jogue fora o que não tem utilidade, doe as coisas que não lhe são mais úteis e não deixe as pendências de 2011 invadirem 2012. Comece sua limpeza espiritual, emocional e econômica. Tome para si, as seguintes atitudes para um feliz 2012:
Quite as dívidas referentes aos cartões de crédito, pois eles têm os juros elevados. Sempre pague o valor total da fatura. Os juros dos cartões e o IOF se aproximam da casa dos 197% ao ano, ou seja, o dobro do valor histórico.
Livre-se do cheque especial, faça o possível e o impossível para não entrar no cheque especial, os juros do cheque especial variam de 6,75% a 13% ao mês.
Troque as dívidas caras por outra de menor custo. Grandes empresas usam esta estratégia para diminuir sue índice de endividamento. Tome um empréstimo consignado no banco onde os juros estão na casa dos 3%, devido ao menor risco de inadimplência e pague os cartões de crédito ou quite o cheque especial, mas logo em seguida cancele os cartões e o cheque especial para não cair novamente em tentações.
Dívidas em lojas comercias, inferiores a 5 anos, procure o CDL para intermediar junto a loja credora uma negociação amigável; http://www.cdlbh.com.br
Tente um empréstimo familiar, mas lembre-se que este deve ser o seu compromisso número um de quitação. Afinal este familiar e um batalhador como você.
Para o amigo leitor, que seguiu os artigos durante o ano de 2011, e já está com as contas equilibradas, seguem algumas dicas de como utilizar o 13º salário, a comissão de vendas ou a caixinha de Natal:
Lembre-se que o governo é o seu maior sócio, e logo no início do ano, ele virá apropriar-se de parte de sua receita e o pior antecipadamente. Então guarde parte de seu suado “din-din” para este sócio esbanjador. Gosto sempre de ter em mente para que servem os tributos e para onde deveriam ser aplicados, por exemplo: O Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU). O IPTU é tipicamente fiscal, ou seja sua finalidade principal é a obtenção de recursos financeiros para os municípios. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo devido anualmente pelos proprietários de automóveis. O valor a pagar é calculado com base no valor venal do veículo, que pode variar de 1% a 4 %. O valor arrecadado deverá ser aplicado na prestação de serviços públicos como saúde, educação e segurança. Junto ao IPVA e cobrado também a Taxa de Licenciamento, com vencimento em 31/03/2012 e ainda temos o Seguro DPVAT(Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), que cobre vidas no trânsito, como o próprio nome diz. A lei determina que o Dpvat deve ser pago todos os anos, juntamente com a cota única ou primeira parcela do IPVA.
Ainda temos o material escolar para os pais, mas este eu considero como o melhor investimento que se pode fazer, tanto a curto como a longo prazo.
Prepare-se para correr do Leão do Imposto de Renda, pois como já dissemos em artigos anteriores, “o leão é manso, mas não é bobo”, Temos que nos preparar no final de 2011, para em abril de 2012 diminuirmos a bocada do leão, vão alguns pontos de oportunidades;
Caso você faça doações para instituições de caridade ou ONG’s, somente as doações ao Estatuto da Criança e do Adolescente e de incentivo à cultura e à atividade audiovisual são aceitas como dedução. Limitados a 6% do valor de imposto devido.
Faça um plano de previdência privada ou faça um depósito maior no final do ano, pois 12% de sua receita poderá ser aplicada neste investimento, sem que o governo pegue sua fatia no momento da aplicação.
Aos fiéis pagadores de pensão, faça um pagamento extra de pensão via juiz, pois antes pagar para um ente querido, do que deixar o para o leão.
Aos amigos investidores iniciantes temos boas novas para 2012, é que para comemorar os 10 anos do programa Tesouro Direto de vendas de títulos públicos pela internet, o governo e a BM&FBovespa vão lançar medidas de estímulo ao aumento do número de investidores e do volume de aplicações. A principal novidade é a redução do preço mínimo para a compra de um título, que cairá de R$ 100,00 para R$ 30,00.
Espero que no ano de 2012 tenhamos domado o monstro do saldo devedor e o dragão da inflação e que possamos navegar em águas tranquilas e límpidas.
Saúde, sucesso e prospero ano novo, a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Memórias ou Minha Mãe Minha Mestra em Finanças
Outro dia navegando pela internet, deparei-me com um texto do Carlos Renato de Almeida, esse rapaz é casado com uma sobrinha muito querida, a Denilde. Enfim, vocês devem estar pensando, e daí? O fato é que o texto dele relatava a história da própria mãe, narrando como ela geria os parcos recursos que a família conseguia, para passar o mês. Então, eu resolvi devolver a ele um texto, com a saga econômica da minha família, uma vez que nós nunca conversamos a esse respeito. Então vejamos:
A senhora minha mãe teve vinte e dois filhos, com o mesmo marido, antes que surjam dúvidas. Criou dezessete, quatro morreram ainda crianças e um morreu com 15 anos; afogado, esse ela nunca enterrou, pois seu corpo não fora encontrado.
Mamãe era costureira e papai pintor de paredes. As coisas lá em casa eram bastantes escassas, olha, que eu peguei uma fase melhorzinha, pois estou entra as caçulas, mas mesmo assim fui testemunha de muita economia.
Para se ter uma idéia, em nossa casa aproveitava-se de tudo. Roupas e sapatos, ganhávamos. Ao lavar roupas, não tínhamos máquina de lavar, a água oriunda da sobra da lavagem ,era utilizada para dar banho nos cães e também lavar banheiro e terreiro.
Chuveiro elétrico, não tínhamos, usávamos caldeira que era aquecida pelo fogão à lenha, em épocas de muito aperto, papai não conseguia serviço, e até o dinheiro para a lenha, faltava, ai cozinhávamos com a serragem, a turminha de hoje não deve nem saber o que é isso.
Alguns artigos eram considerados de luxo na nossa casa, entre eles sabão em pó, amaciante, absorvente, xampu e vários outros. As frutas que comíamos com frequência eram bananas e laranjas, ás vezes melancia, se estivesse “mais em conta”.
Papai tinha um sonho; queria ter uma motocicleta, mas toda vez que ele tocava no assunto a D. Lourdes, minha mãe, dizia para ele:
- Agenor esse dinheiro que conseguimos juntar é para construir mais um barracão, para alugar.
Assim eles iam aumentando nosso patrimônio, quando assustávamos, chegava um caminhão de cascalho, areia e cimento, o que significava o início de mais um empreendimento da D. Lourdes.
A pobre mamãe nunca usou uma jóia, a motocicleta do papai nunca foi comprada, porém com todo aperto que passamos, nunca passamos fome.
Da turma dos dezessete somente três fizeram curso superior, todavia todos moram em casa própria, possuem carros e levam uma vida considerada boa para os padrões atuais.
Mamãe e papai ensinaram-nos que não era saudável pagar aluguel, então a senhora D. Lourdes comprou para a família dois lotes de esquina e ajudou do seu modo, a cada um conseguir o seu cantinho, o fato é que a maior parte dessa grande família mora próxima.
A sina de pessoa controladora, e arrisco dizer, de educadora financeira da nossa família, assim como na casa do Carlos Renato, foi da nossa mãe.
Hoje não temos mais a presença dela. Resta-me relatar que nem mesmo em seu enterro tivemos que desembolsar qualquer vintém, a precavida D. Lourdes deixou absolutamente tudo pago.
Autora: Maria Cristina Peixoto
A senhora minha mãe teve vinte e dois filhos, com o mesmo marido, antes que surjam dúvidas. Criou dezessete, quatro morreram ainda crianças e um morreu com 15 anos; afogado, esse ela nunca enterrou, pois seu corpo não fora encontrado.
Mamãe era costureira e papai pintor de paredes. As coisas lá em casa eram bastantes escassas, olha, que eu peguei uma fase melhorzinha, pois estou entra as caçulas, mas mesmo assim fui testemunha de muita economia.
Para se ter uma idéia, em nossa casa aproveitava-se de tudo. Roupas e sapatos, ganhávamos. Ao lavar roupas, não tínhamos máquina de lavar, a água oriunda da sobra da lavagem ,era utilizada para dar banho nos cães e também lavar banheiro e terreiro.
Chuveiro elétrico, não tínhamos, usávamos caldeira que era aquecida pelo fogão à lenha, em épocas de muito aperto, papai não conseguia serviço, e até o dinheiro para a lenha, faltava, ai cozinhávamos com a serragem, a turminha de hoje não deve nem saber o que é isso.
Alguns artigos eram considerados de luxo na nossa casa, entre eles sabão em pó, amaciante, absorvente, xampu e vários outros. As frutas que comíamos com frequência eram bananas e laranjas, ás vezes melancia, se estivesse “mais em conta”.
Papai tinha um sonho; queria ter uma motocicleta, mas toda vez que ele tocava no assunto a D. Lourdes, minha mãe, dizia para ele:
- Agenor esse dinheiro que conseguimos juntar é para construir mais um barracão, para alugar.
Assim eles iam aumentando nosso patrimônio, quando assustávamos, chegava um caminhão de cascalho, areia e cimento, o que significava o início de mais um empreendimento da D. Lourdes.
A pobre mamãe nunca usou uma jóia, a motocicleta do papai nunca foi comprada, porém com todo aperto que passamos, nunca passamos fome.
Da turma dos dezessete somente três fizeram curso superior, todavia todos moram em casa própria, possuem carros e levam uma vida considerada boa para os padrões atuais.
Mamãe e papai ensinaram-nos que não era saudável pagar aluguel, então a senhora D. Lourdes comprou para a família dois lotes de esquina e ajudou do seu modo, a cada um conseguir o seu cantinho, o fato é que a maior parte dessa grande família mora próxima.
A sina de pessoa controladora, e arrisco dizer, de educadora financeira da nossa família, assim como na casa do Carlos Renato, foi da nossa mãe.
Hoje não temos mais a presença dela. Resta-me relatar que nem mesmo em seu enterro tivemos que desembolsar qualquer vintém, a precavida D. Lourdes deixou absolutamente tudo pago.
Autora: Maria Cristina Peixoto
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
Rumo ao Tesouro
Entrou em cartaz mais um filme da série Piratas do Caribe, o filme Navegando em Águas Misteriosas. Desta vez o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) está a procura da Fonte da Juventude. A nova aventura do capitão se passa no reino da Espanha e como sempre repleta de efeitos espéciais e muito humor. Entretanto, vou ficando por aqui, pois não sou o capitão Jack Spaarrow para navegar em Águas Misteriosas. Tenho conciência de minhas limitações, e não sou crítico da nobre sétima arte para falar de cinema.
Utilizei o filme para abordamos um dos vários tipos de aplicações financeiras disponíveis no mercado financeiro brasileiro, e não o da Espanha, como é o caso da aventura do capitão Jack Sparrow. Iremos conversar sobre o TESOURO DIRETO. Esta forma de aplicação financeira é um programa de vendas de títulos das dívidas do Governo Federal. Estes títulos são vendidos, em grande parte, via internet, para pessoas físicas.
No entanto, muitos bancos tem oferecido esta modalidade de investimento para seus clientes. Apesar de ter os valores de taxa de administração mais elevados para desencorajarem os clientes, o TESOURO DIRETO tem a seu favor a estabilidade dos títulos, pois ao oposto dos piratas dos filmes, não queremos que as nossas finanças sejam aplicadas em aventuras, ou que naveguem em Águas Misteriosas, como é o caso do filme citado.
Sendo o TESOURO DIRETO uma dívida do Governo Federal, e considerando que o Governo Federal vai muito bem, e com certeza é o último a falir, se falir, pois até hoje nunca ouvi dizer que um país tenha quebrado. Caso este fato venha a ocorrer com certeza todos os demais bancos do país já quebraram antes.
Os títulos do TESOURO DIRETO são considerados títulos de renda fixa, ou seja, não tem uma grande variação e exposição ao mercado de risco, como é o caso das ações. Estes títulos basicamente se dividem em:
• Pré-fixado e
• Pós-fixado.
Os títulos pré-fixados são os investimentos, que ao serem contratados já se sabem qual será o valor a ser recebido no futuro, independentemente da variação do mercado ou dos índices financeiros. Esta modalidade é interessante para quem tem uma dívida no futuro, a qual o valor já está determinado, por exemplo, as prestações intermediárias de imóveis financiados.
Já os títulos pós-fixados acompanham a variação do mercado com índices de correção como a Selic, IGP-M ou IPCA. Esta modalidade de título mantém o valor do dinheiro no tempo, garantindo os índices de inflação e também um ganho real. Títulos estes, ideais para quem quer garantir um complemento à aposentadoria ou a faculdade dos filhos ao estilo norte-americano.
As aplicações no TESOURO DIRETO podem ser realizadas a partir de R$ 100,00 (cem reais), o valor inicial é baixo e é mais rentável do que a tradicional poupança. Ao estilo dos grandes piratas das histórias e dos filmes de aventura, deixo aqui o mapa do tesouro, que pode ser acessado via internet no sítio www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto e como dizia o poeta “navegar é preciso, viver não é preciso”, investir também deve ser preciso, tanto no sentido de exatidão quanto no sentido de necessário.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
http://casrenato.blogspot.com
Utilizei o filme para abordamos um dos vários tipos de aplicações financeiras disponíveis no mercado financeiro brasileiro, e não o da Espanha, como é o caso da aventura do capitão Jack Sparrow. Iremos conversar sobre o TESOURO DIRETO. Esta forma de aplicação financeira é um programa de vendas de títulos das dívidas do Governo Federal. Estes títulos são vendidos, em grande parte, via internet, para pessoas físicas.
No entanto, muitos bancos tem oferecido esta modalidade de investimento para seus clientes. Apesar de ter os valores de taxa de administração mais elevados para desencorajarem os clientes, o TESOURO DIRETO tem a seu favor a estabilidade dos títulos, pois ao oposto dos piratas dos filmes, não queremos que as nossas finanças sejam aplicadas em aventuras, ou que naveguem em Águas Misteriosas, como é o caso do filme citado.
Sendo o TESOURO DIRETO uma dívida do Governo Federal, e considerando que o Governo Federal vai muito bem, e com certeza é o último a falir, se falir, pois até hoje nunca ouvi dizer que um país tenha quebrado. Caso este fato venha a ocorrer com certeza todos os demais bancos do país já quebraram antes.
Os títulos do TESOURO DIRETO são considerados títulos de renda fixa, ou seja, não tem uma grande variação e exposição ao mercado de risco, como é o caso das ações. Estes títulos basicamente se dividem em:
• Pré-fixado e
• Pós-fixado.
Os títulos pré-fixados são os investimentos, que ao serem contratados já se sabem qual será o valor a ser recebido no futuro, independentemente da variação do mercado ou dos índices financeiros. Esta modalidade é interessante para quem tem uma dívida no futuro, a qual o valor já está determinado, por exemplo, as prestações intermediárias de imóveis financiados.
Já os títulos pós-fixados acompanham a variação do mercado com índices de correção como a Selic, IGP-M ou IPCA. Esta modalidade de título mantém o valor do dinheiro no tempo, garantindo os índices de inflação e também um ganho real. Títulos estes, ideais para quem quer garantir um complemento à aposentadoria ou a faculdade dos filhos ao estilo norte-americano.
As aplicações no TESOURO DIRETO podem ser realizadas a partir de R$ 100,00 (cem reais), o valor inicial é baixo e é mais rentável do que a tradicional poupança. Ao estilo dos grandes piratas das histórias e dos filmes de aventura, deixo aqui o mapa do tesouro, que pode ser acessado via internet no sítio www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto e como dizia o poeta “navegar é preciso, viver não é preciso”, investir também deve ser preciso, tanto no sentido de exatidão quanto no sentido de necessário.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
http://casrenato.blogspot.com
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Dicas de Contratos ou a Lenda do Pula Essa
Há muitos anos, numa época em que os animais falavam e todos se entendiam perfeitamente, antes da torre da babel animalística, que fez com que cada espécie de animal falasse um “idioma” próprio, até mesmo antes de inventarem a cadeia alimentar. Os animais da floresta viviam em perfeita paz e todos tinham um relacionamento cordial.
Na reserva florestal de Peti vivia um mico muito engraçado, pelo qual, todos os demais animais tinham grande consideração. O mico era conhecido por seu apelido, Xico, todos na floresta o chamavam de Xico o mico.
Apesar de ser um mico de um grande coração, como se fosse um gorila, pois era muito bondoso e sempre divertia muito as animais ao seu redor, nosso amigo Xico não era muito controlado em suas finanças pessoais e como bom mico tinha que dar seus pulos, mas Xico dava seus pulos de galho em galho para tentar sobreviver aos descontroles financeiros e aos gastos excessivos. Pulava do galho do Brasil para o galho do Itaú e do galho do Itaú para do Bradesco e sempre que podia pedia empréstimos ao elefante chamado Jumbão, que era um grande poupador e investidor com quem a macacada fazia sua poupança para o futuro e para os momentos das vacas magras. O Jumbão sempre emprestava um dinheiro para Xico o mico, mas logo o nosso amigo já estava em apuros novamente.
Em uma de suas aventuras Xico resolveu fazer um seguro residencial de sua toca, pela primeira vez Xico havia pensado com um financista e não como um consumista e o melhor de toda a mudança, antes de fechar o contrato com o galho do Brasil, nosso amigo Xico resolver consultar o Dr. Girafa, que era o melhor advogado direito financeiro da floresta. Os dois eram muito amigos e o Dr. Girafa sempre dava bons conselhos ao mico, mas Xico nunca o escutava. Foi com muita satisfação que o Dr. Girafa recebeu Xico em seu escritório. Então Xico pegou o contrato do seguro e entregou ao Dr. Girafa solicitando que o ajudasse. Com o contrato “em mãos” o Dr. Girafa disse ao mico Xico:
-Bem, Xico na cláusula segunda o contrato diz.
Imediamente Xico o interrompeu e disse:
- Pula essa.
Continuando a análise o Dr. Girafa disse:
-Na cláusula nona.
Novamente interrompido pelo mico, que disse:
- Pula essa também.
A cena se repetiu por aproximadamente treze vezes. No final do contrato o Dr. Girafa, já cansado de escutar o chavão “pula essa” disse ao mico:
- Com exceção das 13 cláusulas “pula essa” este é um contrato padrão.
“E então, um dia, uma forte chuva veio. E acabou com o trabalho de um ano inteiro”, como diria a banda Titãs, a chuva alagou e destelhou a toca do Mico Xico. Mas isto não abalou Xico, pois ele tinha feito seguro, entretanto o lobo vendedor de seguros não quis ressarcir os danos do nosso amigo Mico. Com a negativa do seguro, Xico foi direto ao Dr. Girafa solicitar que processa-se o lobo e a seguradora, mas para decepção do pequeno primata, o seu advogado foi objetivo e direto, dizendo:
- Caro Mico Xico, pula essa.
O Advogado explicou ao Mico, que estes eventos da natureza, não tinham previsão de ressarcimento no seguro, conforme uma das cláusulas puladas.
E mais uma vez, o Dr. Girafa ensinou as algumas dicas para o Mico. Nas próximas contratações de seguro ou qualquer outro serviço, observe os seguintes itens:
• Identificação dos envolvidos no contrato;
• Identificação do objeto do contrato entre comprador e vendedor
• Preço, forma de pagamento, juros e correções;
• Referência ao empréstimo solicitado, ou a solicitar, ao banco para a compra do bem;
• Indicação explícita de que o objeto a ser vendido está livre de ônus e encargos;
• Local e data da assinatura do contrato de compra e venda;
• Muita atenção as cláusulas específicas do contrato de compra e venda, pois são elas as grandes vilãs;
• Penalizações das partes caso o descumprimento das cláusulas;
A mais importante de todas as dicas é aprender com erros. Temos certeza que nosso amigo Mico Xico não mais colocará a mão na cumbuca, pois como diz o ditado:
- macaco velho não põe a mão em cumbuca.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
http://casrenato.blogspot.com
Na reserva florestal de Peti vivia um mico muito engraçado, pelo qual, todos os demais animais tinham grande consideração. O mico era conhecido por seu apelido, Xico, todos na floresta o chamavam de Xico o mico.
Apesar de ser um mico de um grande coração, como se fosse um gorila, pois era muito bondoso e sempre divertia muito as animais ao seu redor, nosso amigo Xico não era muito controlado em suas finanças pessoais e como bom mico tinha que dar seus pulos, mas Xico dava seus pulos de galho em galho para tentar sobreviver aos descontroles financeiros e aos gastos excessivos. Pulava do galho do Brasil para o galho do Itaú e do galho do Itaú para do Bradesco e sempre que podia pedia empréstimos ao elefante chamado Jumbão, que era um grande poupador e investidor com quem a macacada fazia sua poupança para o futuro e para os momentos das vacas magras. O Jumbão sempre emprestava um dinheiro para Xico o mico, mas logo o nosso amigo já estava em apuros novamente.
Em uma de suas aventuras Xico resolveu fazer um seguro residencial de sua toca, pela primeira vez Xico havia pensado com um financista e não como um consumista e o melhor de toda a mudança, antes de fechar o contrato com o galho do Brasil, nosso amigo Xico resolver consultar o Dr. Girafa, que era o melhor advogado direito financeiro da floresta. Os dois eram muito amigos e o Dr. Girafa sempre dava bons conselhos ao mico, mas Xico nunca o escutava. Foi com muita satisfação que o Dr. Girafa recebeu Xico em seu escritório. Então Xico pegou o contrato do seguro e entregou ao Dr. Girafa solicitando que o ajudasse. Com o contrato “em mãos” o Dr. Girafa disse ao mico Xico:
-Bem, Xico na cláusula segunda o contrato diz.
Imediamente Xico o interrompeu e disse:
- Pula essa.
Continuando a análise o Dr. Girafa disse:
-Na cláusula nona.
Novamente interrompido pelo mico, que disse:
- Pula essa também.
A cena se repetiu por aproximadamente treze vezes. No final do contrato o Dr. Girafa, já cansado de escutar o chavão “pula essa” disse ao mico:
- Com exceção das 13 cláusulas “pula essa” este é um contrato padrão.
“E então, um dia, uma forte chuva veio. E acabou com o trabalho de um ano inteiro”, como diria a banda Titãs, a chuva alagou e destelhou a toca do Mico Xico. Mas isto não abalou Xico, pois ele tinha feito seguro, entretanto o lobo vendedor de seguros não quis ressarcir os danos do nosso amigo Mico. Com a negativa do seguro, Xico foi direto ao Dr. Girafa solicitar que processa-se o lobo e a seguradora, mas para decepção do pequeno primata, o seu advogado foi objetivo e direto, dizendo:
- Caro Mico Xico, pula essa.
O Advogado explicou ao Mico, que estes eventos da natureza, não tinham previsão de ressarcimento no seguro, conforme uma das cláusulas puladas.
E mais uma vez, o Dr. Girafa ensinou as algumas dicas para o Mico. Nas próximas contratações de seguro ou qualquer outro serviço, observe os seguintes itens:
• Identificação dos envolvidos no contrato;
• Identificação do objeto do contrato entre comprador e vendedor
• Preço, forma de pagamento, juros e correções;
• Referência ao empréstimo solicitado, ou a solicitar, ao banco para a compra do bem;
• Indicação explícita de que o objeto a ser vendido está livre de ônus e encargos;
• Local e data da assinatura do contrato de compra e venda;
• Muita atenção as cláusulas específicas do contrato de compra e venda, pois são elas as grandes vilãs;
• Penalizações das partes caso o descumprimento das cláusulas;
A mais importante de todas as dicas é aprender com erros. Temos certeza que nosso amigo Mico Xico não mais colocará a mão na cumbuca, pois como diz o ditado:
- macaco velho não põe a mão em cumbuca.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Alterações no Tesouro Direto
Novidades no programa Tesouro Direto de vendas de títulos públicos pela internet, o governo e a BM&FBovespa vão lançar medidas de estímulo ao aumento de investidores e do volume de aplicações.
Em 2012 o preço mínimo para a compra de um título, passará de R$ 100,00 para R$ 30,00. Esta medida está em negociação com a bolsa, a redução do valor mínimo ajudará o investidor que não tem muito dinheiro para aplicar.
Saiba mais em http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/noticias/2011/10102011_governo_medidaTN.asp
Saúde e sucesso a todos que me leem
Em 2012 o preço mínimo para a compra de um título, passará de R$ 100,00 para R$ 30,00. Esta medida está em negociação com a bolsa, a redução do valor mínimo ajudará o investidor que não tem muito dinheiro para aplicar.
Saiba mais em http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/noticias/2011/10102011_governo_medidaTN.asp
Saúde e sucesso a todos que me leem
sábado, 22 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Dia das Crianças e a Previdência Privada
Excelente dia das Crianças a todos, pois sempre há algo de criança no âmago de cada um. Aos pais já fizeram o depósito especial de dias das crianças para o futuro dos filhos? Estamos no fim do ano é esta na hora de fazer o deposito na previdência privada dos pequenos e de “tabela” fugir da boca do Leão do IR.
Mais detalhes é só entrar em contato.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato
crenatoalmeida@gmail.com
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Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato
crenatoalmeida@gmail.com
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
AS PENEIRAS DAS FINANÇAS
O pai da Filosofia grega, o grande Sócrates, que viveu nos anos de 469 a 399 A.C, homem de grande sabedoria e enorme simplicidade. Era um filosofo prático, pois o mesmo filosofava durante os seus passeios na Ágora e nas feiras populares da Grécia.
Em um desses passeios filosóficos, foi abordado por um mercador, que tinha algo a falar-lhe sobre um amigo em comum. Sócrates pediu um momento e questionou-o: - você passou a informação no crivo das 3 (três) peneiras? As três peneiras socráticas são a Verdade, a Bondade e a Utilidade. Continuou o sábio dizendo: - O que tens a dizer-me é verdade? Com certeza, deve ter passado a informação pela peneira da bondade, ou não? Pensaste bem, se é útil? Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, bom e nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti. O homem retirou-se em silêncio e envergonhado da presença do filósofo.
A história acima se passou há mais de dois mil anos, más é extremamente moderna e útil para os nossos dias, pois quando falamos de Educação financeira, podemos facilmente adapta-lá para o nosso cotidiano.
Consideremos o texto citado na seguinte cena do dia-a-dia. Uma família passeando pelo shopping, que podemos considerar o mercado moderno, o centro de consumo e de desequilíbrio financeiro, para muitas pessoas de nossa convivência diária.
Durante este passeio várias falsas necessidades são criadas. O Marketing e suas diversas ferramentas de vendas nos remetem as necessidades irreais, pois ao adquirirmos um bem, não necessariamente, tem que ser da etiqueta X ou Y. A etiqueta por si só, não agregam nada ao bem em si, mas com certeza acrescentaram alguns zeros ao valor do bem. Existem certas aquisições que fazemos em que o plano básico ou o simples já nos atenderiam perfeitamente, mas não, somos impelidos a adquirir um “Plus-Mega-Power”. Entretanto não sabemos utilizá-lo ou necessitamos somente do básico.
Diante disso, convido ao meu amigo leitor a utilizar as peneiras Socráticas diante desta rede desvairada de consumo, que a cada dia está mais agressiva e compulsiva. Sugiro que nas próximas aquisições, você lembre-se deste texto e se faça algumas perguntas, antes de fechar um negócio. As perguntas que você deve fazer-se são:
• Eu realmente necessito deste bem? Qual a minha real necessidade para desembolsar várias semanas ou meses de trabalho árduo, para adquirir este produto. – Peneira da Verdade.
• A aquisição deste bem trará alguma bondade, ou seja, quais os verdadeiros benefícios deste produto? Está aquisição é o melhor para as pessoas que dependem de mim ou é apenas um luxo para satisfazer o meu ego. – Peneira da Bondade.
• Este produto realmente me será útil? Ou será mais um produto para se acumular nas garagens e armários de minha casa. – Peneira da Utilidade.
Além das três peneiras Socrática, sugiro que você acrescente mais duas peneiras, que são as peneiras do Tempo e a de Prometheu. A peneira de Prometheu, nome grego que significa pensar antes, o princípio desta peneira é o de pensar bem, antes de comprar um produto, para não ser um Epimetheu, que significa pensar depois, e aí o arrependimento é certo. A última peneira é a do Tempo, pois nada melhor que o Tempo para encontrarmos uma boa promoção. As mudanças de estações, novas tecnologias ou até mesmo um crise de mercado. Estes eventos fazem com que os preços de bens, produtos e ações de empresas fiquem muito atrativos e interessantes. Nestes casos teremos orgulho de nós mesmo, e não sairemos em silêncio ou envergonhado de termos feito um mau negócio.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato
crenatoalmeida@gmail.com
Em um desses passeios filosóficos, foi abordado por um mercador, que tinha algo a falar-lhe sobre um amigo em comum. Sócrates pediu um momento e questionou-o: - você passou a informação no crivo das 3 (três) peneiras? As três peneiras socráticas são a Verdade, a Bondade e a Utilidade. Continuou o sábio dizendo: - O que tens a dizer-me é verdade? Com certeza, deve ter passado a informação pela peneira da bondade, ou não? Pensaste bem, se é útil? Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, bom e nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti. O homem retirou-se em silêncio e envergonhado da presença do filósofo.
A história acima se passou há mais de dois mil anos, más é extremamente moderna e útil para os nossos dias, pois quando falamos de Educação financeira, podemos facilmente adapta-lá para o nosso cotidiano.
Consideremos o texto citado na seguinte cena do dia-a-dia. Uma família passeando pelo shopping, que podemos considerar o mercado moderno, o centro de consumo e de desequilíbrio financeiro, para muitas pessoas de nossa convivência diária.
Durante este passeio várias falsas necessidades são criadas. O Marketing e suas diversas ferramentas de vendas nos remetem as necessidades irreais, pois ao adquirirmos um bem, não necessariamente, tem que ser da etiqueta X ou Y. A etiqueta por si só, não agregam nada ao bem em si, mas com certeza acrescentaram alguns zeros ao valor do bem. Existem certas aquisições que fazemos em que o plano básico ou o simples já nos atenderiam perfeitamente, mas não, somos impelidos a adquirir um “Plus-Mega-Power”. Entretanto não sabemos utilizá-lo ou necessitamos somente do básico.
Diante disso, convido ao meu amigo leitor a utilizar as peneiras Socráticas diante desta rede desvairada de consumo, que a cada dia está mais agressiva e compulsiva. Sugiro que nas próximas aquisições, você lembre-se deste texto e se faça algumas perguntas, antes de fechar um negócio. As perguntas que você deve fazer-se são:
• Eu realmente necessito deste bem? Qual a minha real necessidade para desembolsar várias semanas ou meses de trabalho árduo, para adquirir este produto. – Peneira da Verdade.
• A aquisição deste bem trará alguma bondade, ou seja, quais os verdadeiros benefícios deste produto? Está aquisição é o melhor para as pessoas que dependem de mim ou é apenas um luxo para satisfazer o meu ego. – Peneira da Bondade.
• Este produto realmente me será útil? Ou será mais um produto para se acumular nas garagens e armários de minha casa. – Peneira da Utilidade.
Além das três peneiras Socrática, sugiro que você acrescente mais duas peneiras, que são as peneiras do Tempo e a de Prometheu. A peneira de Prometheu, nome grego que significa pensar antes, o princípio desta peneira é o de pensar bem, antes de comprar um produto, para não ser um Epimetheu, que significa pensar depois, e aí o arrependimento é certo. A última peneira é a do Tempo, pois nada melhor que o Tempo para encontrarmos uma boa promoção. As mudanças de estações, novas tecnologias ou até mesmo um crise de mercado. Estes eventos fazem com que os preços de bens, produtos e ações de empresas fiquem muito atrativos e interessantes. Nestes casos teremos orgulho de nós mesmo, e não sairemos em silêncio ou envergonhado de termos feito um mau negócio.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
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