Este mês vou mudar o meu estilo de escrita para ajudar na divulgação de um trabalho, que encontrei no Jornal Valor deste mês, para ser mais preciso na revista Valorinveste em seu exemplar de Fevereiro 2012(n.58).
Esta revista divulgou o trabalho de um grupo de ajuda às pessoas inadimplentes, chamado de Devedores Anônimos ou simplesmente D.A. O primeiro grupo foi fundado em 1967, alguns membros do Alcoólatras Anônimos - A.A. entenderam que possuíam, acentuadas dificuldades no trato com dinheiro. Deram, então, os primeiros passos para a criação do D.A.
Todas as pessoas que tenham inabilidades quanto ao gasto excessivo, ao controle, à organização, à disciplina, e até aquela que tenha desprezo pelo dinheiro, pode ser um D.A.
Os Devedores Anônimos é uma irmandade de autoajuda que funciona dentro dos moldes do A.A., Os participantes seguem os 12 Passos e as 12 Tradições, a fim de conseguir a recuperação e o convívio natural com sociedade de consumo. Algumas das características dos devedores anônimos são:
Sinais de débito compulsivo
1) Não ser claro sobre a sua situação financeira. Não saber balanço de contas, despesas mensais, taxas de empréstimos, bens, ou obrigações contratuais.
2) Tomar emprestado freqüentemente itens como livros, canetas, ou pequenas quantias de dinheiro de amigos e outros, e falhar ao devolvê-los.
3) Poucos hábitos de economizar. Não se planejar para taxas, aposentadoria ou outro itens previsíveis, e então ficar surpreso quando eles se tornam um débito; uma atitude de “viva por hoje, não se preocupe pelo amanhã”.
4) Compras compulsivas: ser incapaz de não perder uma “boa oportunidade”; fazer compras impulsivas; deixar etiquetas de preço nas roupas e então elas poderão ser trocadas; não usar itens que você comprou.
5) Dificuldade em encontrar as finanças básicas e obrigações pessoais, e ou nenhum senso de comprometimento quando tais obrigações são encontradas.
6) Uma sensação diferente quando está comprando coisas no cartão de crédito ao invés de pagar a vista com dinheiro, um sentimento de pertencer ao clube, de ser aceito, de ser adulto.
7) Viver num caos e drama em torno de dinheiro; usando um cartão de crédito para pagar o outro; cheques devolvidos; sempre lidando com uma crise financeira.
8) Uma tendência a viver na fantasia: vivendo de pagamento a pagamento, correndo riscos com a saúde e seguro do carro, fazendo cheques esperando que o dinheiro vai aparecer para cobri-los.
9) Inibição e embaraço com o que deveria ser uma discussão normal sobre dinheiro.
10) Trabalhando demais ou recebendo menos que você merece; Trabalhando horas extras para ganhar mais dinheiro a fim de pagar os credores; usando o tempo de forma ineficiente; aceitando trabalhos abaixo da sua capacidade e nível de estudos e educação.
11) Uma má-vontade de tomar conta e de valorizar você mesmo. Vivendo uma vida imposta por você mesmo; negando a si mesmo suas necessidades básicas a fim de pagar os seus credores.
12) Um sentimento de esperança de que alguém irá tomar conta de você se necessário, de forma que você não estará em sérios problemas financeiros; que sempre haverá alguém a quem você pode recorrer.
O INÍCIO DA CURA OU OS DOZE PASSOS DOS DEVEDORES ANÔNIMOS
01. Admitimos que éramos impotentes perante as dívidas, que tínhamos perdido domínio sobre nossas vidas.
02. Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia nos devolver a sanidade.
03. Tomamos a decisão de entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, como nós O concebíamos.
04. Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
05. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano a natureza exata de nossas falhas.
06. Ficamos inteiramente prontos para que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
07. Humildemente pedimos a Ele remover nossas imperfeições.
08. Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
09. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando faze-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11. Procuramos, através da prece e meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, como nós O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e a forças para realizar essa vontade.
12. Tendo tido um despertar espiritual por meio destes passos, procuramos levar esta mensagem aos devedores compulsivos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.
Entrei em contato com o grupo pelo endereço eletrônico e recebi a seguinte resposta. “Seja bem vindo(a). A partir de agora, você não mais está só. A resposta para a sua melhora está bem dentro de você. Procure um de nossos grupos ou nossa literatura para descobrir a chave que o(a) libertará. Lembramos, entretanto, que o primeiro passo de ajuda terá que ser dado por você e que não existe melhora sem ação.
Espero ter contribuído na divulgação deste trabalho, e que caso o leitor enquadre-se neste perfil procure a ajuda dos DEVEDORES ANÔNIMOS.
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
sábado, 7 de abril de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Obrigada a todas as mulheres por fazerem a diferença
No dia 08 de março não comemoramos como muitos pensam a igualdade, celebramos sim a diferença.
A diferença que faz uma mulher em uma casa.
A diferença colorida, diferença emotiva, algumas vezes ruidosa.
Comemoramos a diferença cúmplice.
A diferença que carrega segredos, como o de gerar, sorrir em meio a dor, acolher e fazer acalantos para apaziguar o mundo.
Foi a diferença que estarreceu homens e não os deixou indiferentes há cem anos, frente a uma fábrica em chamas, onde perderam suas filhas, mães, irmãs, mulheres ..amores.
Eles que não puderam salvar aquelas mulheres, mas lançaram ao mundo um apelo para que se salvassem todas as outras e que todos os dias fossem diferentes para todas as mulheres a partir daquele momento.
Obrigada a todas as mulheres por fazerem a diferença.
Lurdenilde
segunda-feira, 5 de março de 2012
RECEITA DE AÇÕES
Esta semana um sobrinho de 08 anos, ao escutar minha conversa com o seu pai sobre ações, me fez a seguinte pergunta: “ - Tio poderia me explicar como funciona esta tal de ação?”
Neste momento gelei, como irei explicar para uma criança de 08 anos, o que são ações de uma empresa. Então, lembrei-me de um exemplo, no qual o autor explica ações como se fosse a receita de um bolo. Sempre que falo em bolo referindo-me a economia ou finanças recordo-me do discurso, do então ministro da economia, Delfim Neto, que dizia, que primeiro o governo deve fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo entre os cidadãos. Já se vão mais de 30 anos deste discurso, e ainda não vi a divisão do bolo, mas este é assunto para outro texto mais profundo e reflexivo.
Voltando ao questionamento de meu sobrinho. Tentei explicar-lhe da seguinte forma:
- Imagine se todas as pessoas da família reunissem para fazer um bolo. Cada um dos tios comprasse um ingrediente do bolo, por exemplo, o tio Paulo compraria a farinha, o tio Victor o leite, o tio Vinícius o chocolate e assim todos os demais tios comprassem algo para o nosso bolo.
Imagine também, se cada uma das tias participasse com o mão-de-obra, ou seja, a tia Vera peneirasse a farinha, a tia Lu misturasse a massa, a tia Fátima fizesse a decoração do bolo. O Vovô e a Vovó ficariam responsáveis pelo forno, o gás e a energia elétrica necessária para ligar a batedeira e para assar o bolo.
Você está entendendo? Perguntei. Ele estava igual a uma coruja, com olhos arregalados e prestando a maior atenção, disse: “- sim tio, pode continuar”.
Bem, continuei eu, como você escutou na conversa que tive com o seu pai, existem ações Preferenciais Nominativas (PN) e ações Ordinárias Nominativas (ON). Para você entender, digamos que os tios são as ações Preferências, pois eles não interferem no modo como o bolo será feito, apenas fornecem a matéria prima ou o capital(dinheiro). As tias e os avós são os acionistas Ordinários, pois eles influenciam no modo como o bolo é feito, quanto tempo ficará no forno, a quantidade de ingredientes que utilizará no bolo, quantos ovos, a quantidade de leite e fermento, qual será o enfeite, etc.
A grande diferença entre os tios (PN) e as tias (ON) é que quando o bolo ficar pronto os tios (PN) serão os primeiros a receber seu pedaço do bolo, proporcional ao gasto que teve para comprar o ingrediente para o bolo. As tias (ON) por terem influenciado diretamente na feitura do bolo, e ter trabalhado com o capital(dinheiro) de terceiros(tios). Terão direito a sua fatia de bolo, somente após ter remunerado, em forma de bolo, os tios, que arriscaram o seu dinheiro na realização do bolo, que poderia dar certo ou não, sem que os mesmos possam influenciar no modo de fazer o bolo.
De repente ele solta, aquelas pérolas, que somente uma criança é capaz de dizer:
- Tio, nós podemos ir a padaria e comprar umas ações, pois esta conversa de bolo deu a maior fome. Eu quero um pedaço de bolo bem grande, igual a do sócio majoritário.
Caímos todos na risada e fomos satisfazer a vontade de nosso futuro acionista se não da Bovespa ao menos da MIXPÃO.
Neste momento gelei, como irei explicar para uma criança de 08 anos, o que são ações de uma empresa. Então, lembrei-me de um exemplo, no qual o autor explica ações como se fosse a receita de um bolo. Sempre que falo em bolo referindo-me a economia ou finanças recordo-me do discurso, do então ministro da economia, Delfim Neto, que dizia, que primeiro o governo deve fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo entre os cidadãos. Já se vão mais de 30 anos deste discurso, e ainda não vi a divisão do bolo, mas este é assunto para outro texto mais profundo e reflexivo.
Voltando ao questionamento de meu sobrinho. Tentei explicar-lhe da seguinte forma:
- Imagine se todas as pessoas da família reunissem para fazer um bolo. Cada um dos tios comprasse um ingrediente do bolo, por exemplo, o tio Paulo compraria a farinha, o tio Victor o leite, o tio Vinícius o chocolate e assim todos os demais tios comprassem algo para o nosso bolo.
Imagine também, se cada uma das tias participasse com o mão-de-obra, ou seja, a tia Vera peneirasse a farinha, a tia Lu misturasse a massa, a tia Fátima fizesse a decoração do bolo. O Vovô e a Vovó ficariam responsáveis pelo forno, o gás e a energia elétrica necessária para ligar a batedeira e para assar o bolo.
Você está entendendo? Perguntei. Ele estava igual a uma coruja, com olhos arregalados e prestando a maior atenção, disse: “- sim tio, pode continuar”.
Bem, continuei eu, como você escutou na conversa que tive com o seu pai, existem ações Preferenciais Nominativas (PN) e ações Ordinárias Nominativas (ON). Para você entender, digamos que os tios são as ações Preferências, pois eles não interferem no modo como o bolo será feito, apenas fornecem a matéria prima ou o capital(dinheiro). As tias e os avós são os acionistas Ordinários, pois eles influenciam no modo como o bolo é feito, quanto tempo ficará no forno, a quantidade de ingredientes que utilizará no bolo, quantos ovos, a quantidade de leite e fermento, qual será o enfeite, etc.
A grande diferença entre os tios (PN) e as tias (ON) é que quando o bolo ficar pronto os tios (PN) serão os primeiros a receber seu pedaço do bolo, proporcional ao gasto que teve para comprar o ingrediente para o bolo. As tias (ON) por terem influenciado diretamente na feitura do bolo, e ter trabalhado com o capital(dinheiro) de terceiros(tios). Terão direito a sua fatia de bolo, somente após ter remunerado, em forma de bolo, os tios, que arriscaram o seu dinheiro na realização do bolo, que poderia dar certo ou não, sem que os mesmos possam influenciar no modo de fazer o bolo.
De repente ele solta, aquelas pérolas, que somente uma criança é capaz de dizer:
- Tio, nós podemos ir a padaria e comprar umas ações, pois esta conversa de bolo deu a maior fome. Eu quero um pedaço de bolo bem grande, igual a do sócio majoritário.
Caímos todos na risada e fomos satisfazer a vontade de nosso futuro acionista se não da Bovespa ao menos da MIXPÃO.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Troca Solidária
Inicio de ano é sempre cheio de novidades e gratificantes experiências. Quando pensamos que já não há o que ser dito sobre finanças pessoais sempre nos deparamos com novos fatos até então não descritos por autores, estudiosos, pesquisadores e economistas que se debruçam sobre o tema.
Este janeiro, estava eu prestes a iniciar o artigo de finanças pessoais, que iria abordar as questões dos tributos (IPVA, IPTU e as diversas taxas) que desembolsamos no início do ano. Pensando também, em abordar o tema de volta as aulas com as dificuldades na compra do material escolar, matrículas em cursos de línguas e atividades extracurriculares, quando fui informado de uma nova experiência da família Miranda.
Após as festividades de final de ano e com as drásticas notícias de chuvas e enchentes advindas principalmente do Sul de Minas Gerais. A família Miranda resolver fazer uma economia solidaria e criar uma nova forma de consumo e de ajuda solidária ao próximo.
As mulheres da Família Miranda, sim, sempre elas, mulheres, solidárias e econômicas desde a origem do termo. Pois a palavra economia vem do grego oikos (casa) e némein (administrar). Desta forma podemos entender, que a origem do estudo da economia vem da administração do lar, pois os antigos gregos não tinham tempo para administrar o próprio lar, dedicavam-se a Ágora, ou seja, a política e a democracia.
A descrição do dia da troca a seguir é o depoimento da idealizadora do evento, carinhosamente chamada pela família Miranda de Lu: “ - E na quinta, lá estávamos. Minha irmã improvisou duas araras ( feitas com cadeiras e cabos de vassoura) em uma ela dispôs os objetos dela, bem arrumadinhos. Só a organização já foi divertida e deixou o ambiente descontraído. Minha irmã também preparou um lanche e ficamos beliscando enquanto aguardávamos. Uma das sobrinha(11 anos) levou revistinhas para trocar por uma bota da minha mãe, que a deixou alucinada, mas a minha mãe acabou esquecendo a bota, mas ele achou vestidos que cabiam nela, brincos, maquiagem e uma bolsa que ela já queria esconder antes da troca. Cada uma das participantes espalhou suas coisas por um espaço da sala. Logo as peças foram encontrando novas donas, algumas ainda com etiqueta.
O melhor, é que todo mundo queria ser escolhido, experimenta meu vestido, esta blusa..foi uma confusão organizada, com direito a desfiles curtos, quando algo ficava muito bom em alguém. Não tinha nada feio, o espírito era este mesmo, todas as coisas levadas foram compradas por que eram bonitas, mas por algum motivo, elas foram ficando no armário, sem uso. Trocá-las por algo que você sabe que vai usar é libertador. Uma das irmãs comentou:
-Nossa parece que acabo de sair de uma loja e comprei um monte de roupas novas!”
Fui informado por uma das integrantes da família Miranda que as peças que não encontraram novos donos, foram doadas para os desabrigados da chuvas.
Conversando com algumas das mulheres de 11 a 60 anos, que participaram do dia da troca solidária e realizando o famoso cálculo de padeiro, considerando também a quantidade de itens envolvidos, excluindo o fator depreciação, calcula-se que em média cada participante economizou R$ 500,00, o que daria uma economia total de R$ 5.000,00.
Deixo com a Lu, a nossa entrevistada, a dica do mês - “Todo mundo tem amigas próximas e pessoas com quem teriam a liberdade de trocar uma peça de roupa ou um sapato. Quem tiver disposto a se arriscar eu recomendo, feliz armário novo!”
Saúde e sucesso a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
http://casrenato.blogspot.com/
sábado, 17 de dezembro de 2011
Retrospectiva Financeira 2011
Há 01 (um) ano, fui agraciado com a publicação de meu primeiro artigo no Jornal do Castelo, intitulado “Os perigos Natalinos”. Desta publicação em diante, abri uma nova perspectiva de como ajudar as pessoas, que estão á minha volta, as que não conheço e principalmente as que não tiveram a oportunidades de ter a mesma educação financeira, que recebi quando criança e que foi aprimorada com o a graduação em Ciências Contábeis e duas pós-graduações na áreas de controladoria, finanças e auditoria contábil e também ao longo de minhas quatro décadas de vida. Diante disto, resolvi neste artigo fazer um compêndio dos textos publicados, neste jornal, durante o ano de 2011, ou seja, um breve relato com suas ideias principais. Espero que ajude o leitor a relembrar alguns conceitos, para começar com o pé direito o ano 2012. Vamos relembrar? Então vejamos:
• Os Perigos Natalinos - Dez/2010;
O texto aborda a grande idéia comercial, que foi transformar uma festividade Cristã em capital, dinheiro, crédito e assim, começou a divulgação da necessidade de grandes festas com consumo muito além dos padrões do dia-a-dia, e as trocas de presentes. As dicas financeiras sugerem o como utilizar o 13º salário, quitar as dívidas antes de contrair novas dividas, fazer poupança para as despesas do início do ano.
• Janeiro Mês dos I’s - Jan/2011;
Abordamos no mês de janeiro o assunto tributos, sendo os principais IPVA e suas taxas, IPTU e ITR. Falamos sobre seus percentuais e seus objetivos.
• A origem do Leão do Imposto de Renda – Mar/2011;
Novamente falamos sobre tributos, pois como é sabido, trabalhamos grande parte do ano, somente para pagar impostos, contribuições, taxas e etc. Abordamos também várias dicas de como amenizar a mordida do leão, pois o Leão é manso, mas não é bobo.
• De empregado à Acionista – Abr/2011;
Descrevi neste texto a experiência de um empregado, de uma grande empresa, que após vários anos de trabalho, resolveu adquirir ações da empresa em que trabalhava e hoje se senta a mesa de reunião com o presidente e os diretores da empresa. Graças a uma mudança radical no modo de ver o mundo corporativo.
• Fuja do Monstro do Saldo Devedor – Mai/2011;
A idéia principal, neste nosso texto, foi passar algumas dicas e técnicas para que você consiga sair das garras do monstro do Saldo Devedor sem grandes avarias ou danos irreparáveis. A regra de ouro é não desesperar-se, pois o ataque do monstro pode ser passageiro ou definitivo. A diferença entre o primeiro e o segundo dependerá somente de suas atitudes diante do ataque do Monstro.
• Como Treinar Seu Dragão – Jun/2011;
Neste artigo falamos do temido Dragão da Inflação e sobre como criar o seu próprio índice inflacionário.
• Rumo ao Tesouro – Jul/2011;
Inspirados no filme Navegando em Águas Misteriosas, do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp), abordamos as aplicações financeiras no TESOURO DIRETO, suas vantagens e desvantagens.
• Conselhos de Pai – Ago/2011;
Diante da temática de dias dos pais, conversamos sobre a importância de aprendermos com nossos pais, que viveram em épocas diferentes a nossas em que a vida não era tão consumista como nos dias de hoje.
• As Peneiras das Finanças – Set/2011;
Abordamos as finanças com olhar filosófico de Sócrates e de suas parábolas das três peneiras, que transformamos em cinco peneiras, a saber: a Peneira da Verdade, da Bondade, da Utilidade, do Tempo e a de Prometheu.
• A Lenda do Pula Essa – Out/2011;
Lenda criada a partir de fato real, presenciado por mim. O texto aborda a necessidade e a importância de se ler todas as cláusulas do contrato e seus possíveis reflexos.
• A Espera de 2012 – Nov/2011;
Neste texto temos as últimas dicas de finanças do ano de 2011 e também as primeiras dicas do ano de 2012.
A integra de todos os textos estão disponíveis no Blog.Agradeço a todos os amigos leitores.
Desejo a todos que me leem Saúde, Sucesso, um próspero Natal e um excelente 2012.
Carlos Renato
crenatoalmeida@gmail.com
• Os Perigos Natalinos - Dez/2010;
O texto aborda a grande idéia comercial, que foi transformar uma festividade Cristã em capital, dinheiro, crédito e assim, começou a divulgação da necessidade de grandes festas com consumo muito além dos padrões do dia-a-dia, e as trocas de presentes. As dicas financeiras sugerem o como utilizar o 13º salário, quitar as dívidas antes de contrair novas dividas, fazer poupança para as despesas do início do ano.
• Janeiro Mês dos I’s - Jan/2011;
Abordamos no mês de janeiro o assunto tributos, sendo os principais IPVA e suas taxas, IPTU e ITR. Falamos sobre seus percentuais e seus objetivos.
• A origem do Leão do Imposto de Renda – Mar/2011;
Novamente falamos sobre tributos, pois como é sabido, trabalhamos grande parte do ano, somente para pagar impostos, contribuições, taxas e etc. Abordamos também várias dicas de como amenizar a mordida do leão, pois o Leão é manso, mas não é bobo.
• De empregado à Acionista – Abr/2011;
Descrevi neste texto a experiência de um empregado, de uma grande empresa, que após vários anos de trabalho, resolveu adquirir ações da empresa em que trabalhava e hoje se senta a mesa de reunião com o presidente e os diretores da empresa. Graças a uma mudança radical no modo de ver o mundo corporativo.
• Fuja do Monstro do Saldo Devedor – Mai/2011;
A idéia principal, neste nosso texto, foi passar algumas dicas e técnicas para que você consiga sair das garras do monstro do Saldo Devedor sem grandes avarias ou danos irreparáveis. A regra de ouro é não desesperar-se, pois o ataque do monstro pode ser passageiro ou definitivo. A diferença entre o primeiro e o segundo dependerá somente de suas atitudes diante do ataque do Monstro.
• Como Treinar Seu Dragão – Jun/2011;
Neste artigo falamos do temido Dragão da Inflação e sobre como criar o seu próprio índice inflacionário.
• Rumo ao Tesouro – Jul/2011;
Inspirados no filme Navegando em Águas Misteriosas, do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp), abordamos as aplicações financeiras no TESOURO DIRETO, suas vantagens e desvantagens.
• Conselhos de Pai – Ago/2011;
Diante da temática de dias dos pais, conversamos sobre a importância de aprendermos com nossos pais, que viveram em épocas diferentes a nossas em que a vida não era tão consumista como nos dias de hoje.
• As Peneiras das Finanças – Set/2011;
Abordamos as finanças com olhar filosófico de Sócrates e de suas parábolas das três peneiras, que transformamos em cinco peneiras, a saber: a Peneira da Verdade, da Bondade, da Utilidade, do Tempo e a de Prometheu.
• A Lenda do Pula Essa – Out/2011;
Lenda criada a partir de fato real, presenciado por mim. O texto aborda a necessidade e a importância de se ler todas as cláusulas do contrato e seus possíveis reflexos.
• A Espera de 2012 – Nov/2011;
Neste texto temos as últimas dicas de finanças do ano de 2011 e também as primeiras dicas do ano de 2012.
A integra de todos os textos estão disponíveis no Blog.Agradeço a todos os amigos leitores.
Desejo a todos que me leem Saúde, Sucesso, um próspero Natal e um excelente 2012.
Carlos Renato
crenatoalmeida@gmail.com
domingo, 4 de dezembro de 2011
A Espera de 2012
Caro amigo, mais um ano chega ao seu fim e para que tenhamos um novo ano, repleto de vida e novas esperanças, deixo para os amigos leitores as últimas dicas de finanças do ano de 2011 e também as primeiras dicas do ano de 2012.
Caro leitor arrume as gavetas, armários e cômodos. Jogue fora o que não tem utilidade, doe as coisas que não lhe são mais úteis e não deixe as pendências de 2011 invadirem 2012. Comece sua limpeza espiritual, emocional e econômica. Tome para si, as seguintes atitudes para um feliz 2012:
Quite as dívidas referentes aos cartões de crédito, pois eles têm os juros elevados. Sempre pague o valor total da fatura. Os juros dos cartões e o IOF se aproximam da casa dos 197% ao ano, ou seja, o dobro do valor histórico.
Livre-se do cheque especial, faça o possível e o impossível para não entrar no cheque especial, os juros do cheque especial variam de 6,75% a 13% ao mês.
Troque as dívidas caras por outra de menor custo. Grandes empresas usam esta estratégia para diminuir sue índice de endividamento. Tome um empréstimo consignado no banco onde os juros estão na casa dos 3%, devido ao menor risco de inadimplência e pague os cartões de crédito ou quite o cheque especial, mas logo em seguida cancele os cartões e o cheque especial para não cair novamente em tentações.
Dívidas em lojas comercias, inferiores a 5 anos, procure o CDL para intermediar junto a loja credora uma negociação amigável; http://www.cdlbh.com.br
Tente um empréstimo familiar, mas lembre-se que este deve ser o seu compromisso número um de quitação. Afinal este familiar e um batalhador como você.
Para o amigo leitor, que seguiu os artigos durante o ano de 2011, e já está com as contas equilibradas, seguem algumas dicas de como utilizar o 13º salário, a comissão de vendas ou a caixinha de Natal:
Lembre-se que o governo é o seu maior sócio, e logo no início do ano, ele virá apropriar-se de parte de sua receita e o pior antecipadamente. Então guarde parte de seu suado “din-din” para este sócio esbanjador. Gosto sempre de ter em mente para que servem os tributos e para onde deveriam ser aplicados, por exemplo: O Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU). O IPTU é tipicamente fiscal, ou seja sua finalidade principal é a obtenção de recursos financeiros para os municípios. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo devido anualmente pelos proprietários de automóveis. O valor a pagar é calculado com base no valor venal do veículo, que pode variar de 1% a 4 %. O valor arrecadado deverá ser aplicado na prestação de serviços públicos como saúde, educação e segurança. Junto ao IPVA e cobrado também a Taxa de Licenciamento, com vencimento em 31/03/2012 e ainda temos o Seguro DPVAT(Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), que cobre vidas no trânsito, como o próprio nome diz. A lei determina que o Dpvat deve ser pago todos os anos, juntamente com a cota única ou primeira parcela do IPVA.
Ainda temos o material escolar para os pais, mas este eu considero como o melhor investimento que se pode fazer, tanto a curto como a longo prazo.
Prepare-se para correr do Leão do Imposto de Renda, pois como já dissemos em artigos anteriores, “o leão é manso, mas não é bobo”, Temos que nos preparar no final de 2011, para em abril de 2012 diminuirmos a bocada do leão, vão alguns pontos de oportunidades;
Caso você faça doações para instituições de caridade ou ONG’s, somente as doações ao Estatuto da Criança e do Adolescente e de incentivo à cultura e à atividade audiovisual são aceitas como dedução. Limitados a 6% do valor de imposto devido.
Faça um plano de previdência privada ou faça um depósito maior no final do ano, pois 12% de sua receita poderá ser aplicada neste investimento, sem que o governo pegue sua fatia no momento da aplicação.
Aos fiéis pagadores de pensão, faça um pagamento extra de pensão via juiz, pois antes pagar para um ente querido, do que deixar o para o leão.
Aos amigos investidores iniciantes temos boas novas para 2012, é que para comemorar os 10 anos do programa Tesouro Direto de vendas de títulos públicos pela internet, o governo e a BM&FBovespa vão lançar medidas de estímulo ao aumento do número de investidores e do volume de aplicações. A principal novidade é a redução do preço mínimo para a compra de um título, que cairá de R$ 100,00 para R$ 30,00.
Espero que no ano de 2012 tenhamos domado o monstro do saldo devedor e o dragão da inflação e que possamos navegar em águas tranquilas e límpidas.
Saúde, sucesso e prospero ano novo, a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
Caro leitor arrume as gavetas, armários e cômodos. Jogue fora o que não tem utilidade, doe as coisas que não lhe são mais úteis e não deixe as pendências de 2011 invadirem 2012. Comece sua limpeza espiritual, emocional e econômica. Tome para si, as seguintes atitudes para um feliz 2012:
Quite as dívidas referentes aos cartões de crédito, pois eles têm os juros elevados. Sempre pague o valor total da fatura. Os juros dos cartões e o IOF se aproximam da casa dos 197% ao ano, ou seja, o dobro do valor histórico.
Livre-se do cheque especial, faça o possível e o impossível para não entrar no cheque especial, os juros do cheque especial variam de 6,75% a 13% ao mês.
Troque as dívidas caras por outra de menor custo. Grandes empresas usam esta estratégia para diminuir sue índice de endividamento. Tome um empréstimo consignado no banco onde os juros estão na casa dos 3%, devido ao menor risco de inadimplência e pague os cartões de crédito ou quite o cheque especial, mas logo em seguida cancele os cartões e o cheque especial para não cair novamente em tentações.
Dívidas em lojas comercias, inferiores a 5 anos, procure o CDL para intermediar junto a loja credora uma negociação amigável; http://www.cdlbh.com.br
Tente um empréstimo familiar, mas lembre-se que este deve ser o seu compromisso número um de quitação. Afinal este familiar e um batalhador como você.
Para o amigo leitor, que seguiu os artigos durante o ano de 2011, e já está com as contas equilibradas, seguem algumas dicas de como utilizar o 13º salário, a comissão de vendas ou a caixinha de Natal:
Lembre-se que o governo é o seu maior sócio, e logo no início do ano, ele virá apropriar-se de parte de sua receita e o pior antecipadamente. Então guarde parte de seu suado “din-din” para este sócio esbanjador. Gosto sempre de ter em mente para que servem os tributos e para onde deveriam ser aplicados, por exemplo: O Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU). O IPTU é tipicamente fiscal, ou seja sua finalidade principal é a obtenção de recursos financeiros para os municípios. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo devido anualmente pelos proprietários de automóveis. O valor a pagar é calculado com base no valor venal do veículo, que pode variar de 1% a 4 %. O valor arrecadado deverá ser aplicado na prestação de serviços públicos como saúde, educação e segurança. Junto ao IPVA e cobrado também a Taxa de Licenciamento, com vencimento em 31/03/2012 e ainda temos o Seguro DPVAT(Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), que cobre vidas no trânsito, como o próprio nome diz. A lei determina que o Dpvat deve ser pago todos os anos, juntamente com a cota única ou primeira parcela do IPVA.
Ainda temos o material escolar para os pais, mas este eu considero como o melhor investimento que se pode fazer, tanto a curto como a longo prazo.
Prepare-se para correr do Leão do Imposto de Renda, pois como já dissemos em artigos anteriores, “o leão é manso, mas não é bobo”, Temos que nos preparar no final de 2011, para em abril de 2012 diminuirmos a bocada do leão, vão alguns pontos de oportunidades;
Caso você faça doações para instituições de caridade ou ONG’s, somente as doações ao Estatuto da Criança e do Adolescente e de incentivo à cultura e à atividade audiovisual são aceitas como dedução. Limitados a 6% do valor de imposto devido.
Faça um plano de previdência privada ou faça um depósito maior no final do ano, pois 12% de sua receita poderá ser aplicada neste investimento, sem que o governo pegue sua fatia no momento da aplicação.
Aos fiéis pagadores de pensão, faça um pagamento extra de pensão via juiz, pois antes pagar para um ente querido, do que deixar o para o leão.
Aos amigos investidores iniciantes temos boas novas para 2012, é que para comemorar os 10 anos do programa Tesouro Direto de vendas de títulos públicos pela internet, o governo e a BM&FBovespa vão lançar medidas de estímulo ao aumento do número de investidores e do volume de aplicações. A principal novidade é a redução do preço mínimo para a compra de um título, que cairá de R$ 100,00 para R$ 30,00.
Espero que no ano de 2012 tenhamos domado o monstro do saldo devedor e o dragão da inflação e que possamos navegar em águas tranquilas e límpidas.
Saúde, sucesso e prospero ano novo, a todos que me leem.
Carlos Renato é Contador
crenatoalmeida@gmail.com
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Memórias ou Minha Mãe Minha Mestra em Finanças
Outro dia navegando pela internet, deparei-me com um texto do Carlos Renato de Almeida, esse rapaz é casado com uma sobrinha muito querida, a Denilde. Enfim, vocês devem estar pensando, e daí? O fato é que o texto dele relatava a história da própria mãe, narrando como ela geria os parcos recursos que a família conseguia, para passar o mês. Então, eu resolvi devolver a ele um texto, com a saga econômica da minha família, uma vez que nós nunca conversamos a esse respeito. Então vejamos:
A senhora minha mãe teve vinte e dois filhos, com o mesmo marido, antes que surjam dúvidas. Criou dezessete, quatro morreram ainda crianças e um morreu com 15 anos; afogado, esse ela nunca enterrou, pois seu corpo não fora encontrado.
Mamãe era costureira e papai pintor de paredes. As coisas lá em casa eram bastantes escassas, olha, que eu peguei uma fase melhorzinha, pois estou entra as caçulas, mas mesmo assim fui testemunha de muita economia.
Para se ter uma idéia, em nossa casa aproveitava-se de tudo. Roupas e sapatos, ganhávamos. Ao lavar roupas, não tínhamos máquina de lavar, a água oriunda da sobra da lavagem ,era utilizada para dar banho nos cães e também lavar banheiro e terreiro.
Chuveiro elétrico, não tínhamos, usávamos caldeira que era aquecida pelo fogão à lenha, em épocas de muito aperto, papai não conseguia serviço, e até o dinheiro para a lenha, faltava, ai cozinhávamos com a serragem, a turminha de hoje não deve nem saber o que é isso.
Alguns artigos eram considerados de luxo na nossa casa, entre eles sabão em pó, amaciante, absorvente, xampu e vários outros. As frutas que comíamos com frequência eram bananas e laranjas, ás vezes melancia, se estivesse “mais em conta”.
Papai tinha um sonho; queria ter uma motocicleta, mas toda vez que ele tocava no assunto a D. Lourdes, minha mãe, dizia para ele:
- Agenor esse dinheiro que conseguimos juntar é para construir mais um barracão, para alugar.
Assim eles iam aumentando nosso patrimônio, quando assustávamos, chegava um caminhão de cascalho, areia e cimento, o que significava o início de mais um empreendimento da D. Lourdes.
A pobre mamãe nunca usou uma jóia, a motocicleta do papai nunca foi comprada, porém com todo aperto que passamos, nunca passamos fome.
Da turma dos dezessete somente três fizeram curso superior, todavia todos moram em casa própria, possuem carros e levam uma vida considerada boa para os padrões atuais.
Mamãe e papai ensinaram-nos que não era saudável pagar aluguel, então a senhora D. Lourdes comprou para a família dois lotes de esquina e ajudou do seu modo, a cada um conseguir o seu cantinho, o fato é que a maior parte dessa grande família mora próxima.
A sina de pessoa controladora, e arrisco dizer, de educadora financeira da nossa família, assim como na casa do Carlos Renato, foi da nossa mãe.
Hoje não temos mais a presença dela. Resta-me relatar que nem mesmo em seu enterro tivemos que desembolsar qualquer vintém, a precavida D. Lourdes deixou absolutamente tudo pago.
Autora: Maria Cristina Peixoto
A senhora minha mãe teve vinte e dois filhos, com o mesmo marido, antes que surjam dúvidas. Criou dezessete, quatro morreram ainda crianças e um morreu com 15 anos; afogado, esse ela nunca enterrou, pois seu corpo não fora encontrado.
Mamãe era costureira e papai pintor de paredes. As coisas lá em casa eram bastantes escassas, olha, que eu peguei uma fase melhorzinha, pois estou entra as caçulas, mas mesmo assim fui testemunha de muita economia.
Para se ter uma idéia, em nossa casa aproveitava-se de tudo. Roupas e sapatos, ganhávamos. Ao lavar roupas, não tínhamos máquina de lavar, a água oriunda da sobra da lavagem ,era utilizada para dar banho nos cães e também lavar banheiro e terreiro.
Chuveiro elétrico, não tínhamos, usávamos caldeira que era aquecida pelo fogão à lenha, em épocas de muito aperto, papai não conseguia serviço, e até o dinheiro para a lenha, faltava, ai cozinhávamos com a serragem, a turminha de hoje não deve nem saber o que é isso.
Alguns artigos eram considerados de luxo na nossa casa, entre eles sabão em pó, amaciante, absorvente, xampu e vários outros. As frutas que comíamos com frequência eram bananas e laranjas, ás vezes melancia, se estivesse “mais em conta”.
Papai tinha um sonho; queria ter uma motocicleta, mas toda vez que ele tocava no assunto a D. Lourdes, minha mãe, dizia para ele:
- Agenor esse dinheiro que conseguimos juntar é para construir mais um barracão, para alugar.
Assim eles iam aumentando nosso patrimônio, quando assustávamos, chegava um caminhão de cascalho, areia e cimento, o que significava o início de mais um empreendimento da D. Lourdes.
A pobre mamãe nunca usou uma jóia, a motocicleta do papai nunca foi comprada, porém com todo aperto que passamos, nunca passamos fome.
Da turma dos dezessete somente três fizeram curso superior, todavia todos moram em casa própria, possuem carros e levam uma vida considerada boa para os padrões atuais.
Mamãe e papai ensinaram-nos que não era saudável pagar aluguel, então a senhora D. Lourdes comprou para a família dois lotes de esquina e ajudou do seu modo, a cada um conseguir o seu cantinho, o fato é que a maior parte dessa grande família mora próxima.
A sina de pessoa controladora, e arrisco dizer, de educadora financeira da nossa família, assim como na casa do Carlos Renato, foi da nossa mãe.
Hoje não temos mais a presença dela. Resta-me relatar que nem mesmo em seu enterro tivemos que desembolsar qualquer vintém, a precavida D. Lourdes deixou absolutamente tudo pago.
Autora: Maria Cristina Peixoto
Assinar:
Postagens (Atom)