sábado, 21 de fevereiro de 2026
Reflexões sobre os desafios do setor de energia para atender as demandas do produtor rural
O agronegócio em Minas Gerais enfrenta vários desafios relacionados à energia elétrica. Aqui estão alguns dos principais:
Custo da Energia: O alto custo da energia elétrica é um dos maiores desafios. A produção agrícola e pecuária demanda muita energia, especialmente para sistemas de irrigação e processamento de produtos.
Infraestrutura de Distribuição: Em áreas rurais, a infraestrutura de distribuição de energia pode ser deficiente, resultando em quedas frequentes de energia e interrupções que afetam a produtividade.
Sustentabilidade: Há uma crescente necessidade de adotar práticas sustentáveis, como o uso de biodigestores para gerar energia a partir de resíduos orgânicos. Isso não só ajuda a reduzir custos, mas também minimiza o impacto ambiental.
Dependência de Fontes Externas: A dependência de fontes externas de energia pode ser problemática, especialmente em períodos de crise energética ou aumento de tarifas.
Inovação e Tecnologia: A implementação de novas tecnologias para melhorar a eficiência energética é essencial, mas pode ser um desafio devido aos altos custos iniciais e à necessidade de treinamento especializado.
Esses desafios exigem soluções inovadoras e investimentos em infraestrutura e tecnologia para garantir a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio mineiro.
Você está envolvido no setor agrícola? Deixe seu comentário para as possíveis soluções para dores acima listadas.
Sou brasileiro com muito orgulho, com muita energia
Orgulho de todos os brasileiros a nossa matriz energética, ou seja, nossa forma
de gerar e consumir energia é a melhor de nosso planeta. Qual o motivo de termos
orgulho, se temos a segunda energia mais cara do Planeta? se ainda temos
diversas localidades do Brasil, onde ainda as populações não têm acesso a
energia elétrica? Realmente estas são as grandes lacunas de nosso sistema
elétrico, que ainda não foram sanadas por todos os diversos governos que tiveram
a oportunidade de ficar à frente de nosso país, seja esquerda, centro, direita,
militar golpistas, civil golpista ou democraticamente eleito. Mas tivemos muitos
avanços no desenvolvimento social, industrial e comercial de nosso sistema
elétrico a exemplo dos planos luz para todos, construção de grandes usinas
hidrelétricas como Itaipu, Furnas, Angras I, II e III e mais recentemente o
grande apoio dos governos ao avanço da geração de energia fotovoltaica(solar) e
também da geração eólica (ventos). Além das duas maiores empresas de energia do
país, Eletrobras e Petrobras grandes geradoras de caixa, dividendos e tributos
para todo os tipos de governos supracitados.
CONQUISTA DE TODO O PAÍS
A vitória brasileira sobre as trevas de forma renovável e sustentável é uma
conquista com sotaque de todos os brasileiros. Para chegarmos onde estamos hoje,
foi graças a contribuição de brasileiros de todas as regiões do país e de forma
a aproveitar os recursos naturais disponíveis do Oiapoque ao Chui. As diversas
formas de geração de energia de nossa matriz energética estão disponibilizadas
por toda a extensão regional de nossa pátria e têm algumas características
distintas em cada Estado. Se fizermos uma rápida viagem pelo nosso Brasil e
iniciarmos pela região Norte iremos nos deparar com as recém construídas usinas
hidráulicas a fio d'água de Belo Monte(1.233 MW), Tucuruí ( 8.535 MW), Jirau
(3.750 MW) e Santo Antônio (3.568 MW). Por falar nisso, as usinas a fio d'água
são usinas sem reservatório de água, ou seja sem estoques, não sendo possível
uma maior segurança e flexibilidade na geração de energia. Pois a geração de
energia é realizada de forma constante a partir de um certo nível de acúmulo de
água nas represas. Ao viajarmos mais alguns quilômetros e chegando à região
Nordeste nos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Piauí e Maranhão
estão entre os maiores geradores de energia eólica. A geração de energia com as
forças dos ventos é de fácil identificação, pois é quase impossível não ver os
grandes gigantes, como diria Dom Quixote de La Mancha, ou os grandes geradores
eólicos, aquelas grandes estruturas que se parecem com papa-ventos gigantes. Já
na região Sudeste esta matriz é ainda mais complexa e bonita de se observar,
pois temos a junção de diversas fontes de energia. Nesta região do país iremos
nos deparar com as três usinas nucleares de Angra I, II, III, inúmeras
hidrelétricas como Furnas, São Simão, a histórica Marmelos, várias pequenas
centrais hidrelétrica (PCH), diversas geradores de bioenergia, energia gerada a
partir de dejetos alimentícios e de animais, advindas das grandes produções do
agronegócio. Recentemente destaca-se o “boom” da geração distribuída,
principalmente de produção fotovoltaica (solar). A forte campanha dos produtores
de alta escala e de associações do setor com o slogan “Taxar o sol, não!” a
favor de subsídios tributários e apoio dos mais diversos meios onde se alivia o
beneficiado pela produção de energia de encargos setoriais e outros, mas que
sobrecarrega a todos os demais participantes do sistema de elétrico e
principalmente os consumidores residenciais, que são o elo mais fraco desta
corrente. Mas como é dito pelos taoístas em seus ensinamentos e na simbologia do
yin e yang, em todo mal há uma oportunidade de bem e vice versa. Neste caso, a
oportunidade de bem, são os telhados solares nas residências, que podem
contribuir para o alívio da carga nos sistemas das distribuidoras, elevar o
nível de independência dos consumidores, levar energia aos locais isolados ou de
difícil acesso e ainda mitigar a perda técnica de energia. As perdas técnicas
são as perdas de potência de energia, que ocorre durante as longas distâncias
percorridas pela energia de uma usina hidráulica até as grandes capitais onde
ocorrem os maiores consumos de energia. Em mais um processo de evolução de nossa
matriz energética temos em tramitação no Congresso Nacional o Projeto de Lei
(PL) número 414/2021, proposta legislativa que reflete discussões surgidas desde
2016 e busca promover uma reforma no modelo regulatório e comercial do setor de
energia elétrica. Este PL tem a possibilidade de ser sancionado ainda no
primeiro semestre de 2022. O projeto tem como principal tema a expansão do
Ambiente de Contratação Livre (ACL) para 100% dos consumidores de energia. Esta
forma de contratação já está sendo operacionalizado em mais de 50 países, mas
atrasado em quase 20 anos no Brasil. Sendo aprovado o projeto, o consumidor de
energia poderá escolher seu gerador de energia e qual o tipo de geração de sua
preferência (eólica, fotovoltaica, hidráulica, etc). De certa forma, este
formato de comercialização já existe no Brasil. Pois a geração distribuída com
as diversas cooperativas, geradores e comercializadores já trabalham com este
modelo de separar a geração de energia da distribuição. O governo federal deverá
estabelecer um cronograma gradual para que todos os consumidores possam usufruir
do direito da portabilidade. Todos os agentes do setor acreditam que esta
alteração poderá levar ganhos ao consumidor\cliente, que realizarem a migração
para o mercado livre, onde poderá adquirir energia com preços 27% menores, de
acordo com outro estudo realizado pela Associação Brasileira dos
Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel). Uma vez vencida esta etapa, o
próximo passo para uma possível redução das tarifas de energia, seria via uma
reformulação tributária. De forma, a retirar o grande peso dos tributos
federais, estaduais e municipais da conta energia. Dentre eles destacam-se Pis,
Cofins, ICMS, taxa de Iluminação Pública. Além dos encargos setoriais e dos
inúmeros subsídios dados aos mais diversos geradores e consumidores(baixa renda,
rurais, filantrópicos, religiosos, etc). Toda esta política de governo, que vem
se acumulando ao longo de décadas nas tarifas de energia vem anos após anos
elevando as tarifas de energia com reflexos nas perdas não técnicas ou
comerciais e levando muitos consumidores a realizarem ligações irregulares, os
famosos gatos de energia. Mas mesmo com todos estes desafios pela frente,
podemos nos orgulhar de nossa matriz limpa e renovável. Sendo um exemplo para
todo o planeta. Em termos de sustentabilidade somos exemplo, já quanto aos
outros temas citados vale a máxima “sou brasileiro e não desisto nunca". Já
dando um spoiler para o próximo artigo podemos falar sobre o gás e o petróleo
que fazem parte de nosso trio da matriz energética. Assim como no filme Matrix a
viagem é muito longa e temos que ir aos poucos.
Carlos Renato de Almeida - CR
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